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Uganda

Uganda vai a votos em clima de tensão

Dezoito milhões de ugandenses são chamados às urnas, esta quinta-feira, para escolher o novo chefe de Estado do país.
Dezoito milhões de ugandenses são chamados às urnas, esta quinta-feira, para escolher o novo chefe de Estado do país. REUTERS/Baz Ratner
Texto por: RFI
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Vídeo por: Cristiana Soares
3 min

Dezoito milhões de ugandeses são chamados às urnas, esta quinta-feira, para escolher o novo chefe de Estado do país. Na corrida eleitoral está o Presidente em exercício Yoweri Museveni, há 35 anos no poder, e o rapper e parlamentar, Bobi Wine, que integra a lista de dez candidatos apresentada pela oposição.

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Depois de uma campanha enlutada por dezenas de mortos, os eleitores no Uganda votam, esta quinta-feira, 14 de Janeiro, nas eleições presidenciais, que devem decidir entre o Presidente cessante, Yoweri Museveni, e o seu principal rival, o cantor Bobi Wine, líder da oposição.

A oposição, privada do veterano Kizza Besigye, que decidiu não concorrer depois de quatro derrotas, apresenta dez candidatos, entre eles o músico Bobi Wine.

O rapper de 38 anos tem criticado o regime de Museveni, que acusa de ser um"ditador" que já alterou a Constituição duas vezes para se perpetuar no poder – a última em 2017, quando suprimiu o limite de 75 anos para o cargo de Presidente, para poder candidatar-se novamente este ano.

Em Novembro do ano passado, Bobi Wine foi detido várias vezes enquanto fazia campanha eleitoral, com as autoridades a invocarem as restrições relacionadas com a pandemia de Covid-19 para proibir grandes ajuntamentos. As detenções do músico provocaram grandes protestos, com a polícia a usar da violência sobre os manifestantes, provocando a morte a 54 pessoas.

Vários jornalistas, críticos do regime e observadores foram igualmente impedidos de trabalhar. O clima de repressão dos últimos tempos fez aumentar os receios sobre a transparência deste escrutínio e levou o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, a apelou a eleições “transparentes” e “sem medo de intimidação ou violência”.

Por sua vez, os Estados Unidos decidiram cancelar a missão de observação programada no país, uma vez que o governo negou o credenciamento da maioria de seus observadores.

Na capital, Kampala foi reforçada a presença militar e as ruas estão a ser vigiadas por helicópteros e drones. Há relato de que os muitos habitantes estariam a aglomerar-se nas centrais rodoviárias para chegar às mais de 34 mil assembleias de voto ou a deixar a cidade com medo da escalada de violência.

 

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