Egipto

Egipto: Dez anos após a saída de Mubarak, Al-Sissi lidera o país

Praça Tahrir, lugar onde ocorreram as manifestações que levaram à saída de Hosni Mubarak em 2011.
Praça Tahrir, lugar onde ocorreram as manifestações que levaram à saída de Hosni Mubarak em 2011. © REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
Texto por: Marco Martins
5 min

A 11 de Fevereiro de 2011, o Presidente do Egipto, Hosni Mubarak, demitiu-se após 30 anos no poder. Dez anos após essa saída, o país é liderado pelo General Abdel Fattah Al-Sissi.

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Há dez anos que foi derrubado o Presidente Hosni Mubarak, na sequência de protestos no rescaldo da Primavera Árabe iniciada na Tunísia.

As reivindicações eram a instauração da Democracia e acabar com o sistema instaurado por Hosni Muubarak tido como uma Ditadura.

Após a queda de Mubarak houve eleições livres no Egipto que ditaram a chegada ao poder de Mohamed Morsi, proveniente do partido da Irmandade Muçulmana. Foi o primeiro islamita e o primeiro civil a chegar ao poder em território egípcio.

No entanto, um ano após essa eleição, novas manifestações acabaram por ditar o fim do reinado da Irmandade Muçulmana. Uma repressão sangrenta e com muitas detenções no movimento islamita.

Mohamed Morsi foi condenado à prisão perpétua.

Os militares egípcios, comandados pelo General Abdel Fattah Al-Sissi, assumiram o poder antes de se realizarem eleições presidenciais que Al-Sissi venceu.

Desde então Abdel Fattah Al-Sissi foi reeleito em 2018 e segundo várias ONG’s, pelo menos 60 mil opositores, militantes dos direitos humanos e jornalistas foram detidos, sendo que há relatos de detenções arbitrarias e de tortura em relação às minorias sexuais.

De notar que Hosni Mubarak e Mohamed Morsi, os antecessores de Al-Sissi, entretanto já faleceram.

Crónica de Marco Martins 11-02-2021

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