OMC

OMC pela primeira vez dirigida por uma africana: Ngozi Okonjo Ieweala

Ngozi Okonjo-Iweala junto a sua casa em Potomac, perto da cidade americana de Washington, minutos antes de ser confirmada como directora geral da OMC a 15 de Fevereiro de 2021.
Ngozi Okonjo-Iweala junto a sua casa em Potomac, perto da cidade americana de Washington, minutos antes de ser confirmada como directora geral da OMC a 15 de Fevereiro de 2021. Eric Baradat AFP
Texto por: Miguel Martins
2 min

Pela primeira vez uma uma mulher e, no caso, uma africana, chegou à liderança da Organização mundial do Comércio. A nigeriana Ngozi Okonjo Ieweala, antiga ministra das finanças promete reformar o que não é reformável e assume-se optimista quanto a ultrapassar o impasse em que está mergulhada a OMC.

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A antiga ministra nigeriana das finanças entra na história ao chegar hoje à liderança da OMC, quando há apenas 3 meses, a administração Trump lhe tinha bloqueado o acesso ao cargo.

Com 66 anos, Ngozi Okonjo Ieweala estudou economia do desenvolvimento em Harvard, nos Estados Unidos, antes de integrar o governo nigeriano, com a estratégica pasta das finanças, onde deu nas vistas ao obter um acordo visando a anulação de biliões de dólares da dívida do seu país para com o Clube de Paris.

"Reformar o que não é reformável" eis o que ela promete, afirmando-se segura de poder resolver os problemas com que a organização sedeada em Genebra se debate.

Ieweala deve procurar avanços nas negociações do comércio internacional, em larga escala dominadas pelo triângulo Estados Unidos / União Europeia / China.

Num contexto de tensão entre Pequim e Washington ou do proteccionismo reforçado pela pandemia no ano passado.

Subsídios para o sector da pesca são outro tema delicado, bem como o facto da organização ter de desistir dos direitos de propriedade intelectual sobre os bens essenciais na luta contra o coronavírus.

 

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