Argélia

Argélia: Presidente dissolve Parlamento e convoca eleições

O Presidente argelino Abdelmadjid Tebboune dissolveu o Parlamento e decidiu convocar eleições antecipadas.
O Presidente argelino Abdelmadjid Tebboune dissolveu o Parlamento e decidiu convocar eleições antecipadas. - Algerie 3/AFP
Texto por: RFI
2 min

O Presidente argelino Abdelmadjid Tebboune anunciou esta quinta-feira, 18 de Fevereiro, uma remodelação ministerial, a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas. O chefe de Estado decidiu ainda conceder indulto a várias dezenas de detidos do “Hirak”, o movimento de protesto anti-regime.

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As consultações acontecem num contexto de crispação do regime e quando se aproxima o segundo aniversário do “Hirak”- movimento de protesto popular inédito-que surgiu em 2019 e levou à demissão de Abdelaziz Bouteflika, dois meses mais tarde.

Num discurso televisivo à nação, Abdelmadjid Tebboune anunciou a remodelação do executivo, nas próximas 48 horas, a dissolução do Parlamento e convocação de eleições antecipadas. O Presidente da Argélia conceder indulto a vários prisioneiros do “Hirak”, num gesto de apaziguamento com o movimento de contestação popular.

“O abençoado Hirak salvou a Argélia. Eu decidi conceder indulto a trinta pessoas que já tinham sido condenadas e outras tantas que ainda não conheciam a sentença. Cerca de 60 pessoas vão poder voltar paras as suas famílias”, declarou o Presidente no discurso à nação, difundido na televisão.

Segundo o Comité Nacional para a libertação de detidos, actualmente cerca de 70 pessoas ligadas ao “Hirak” e a outros movimentos estão detidos.

Eleições no fim de 2021

De regresso da Alemanha, onde esteve a receber tratamento depois de ter testado positivo ao Covid-19, o Presidente reuniu-se com seis partidos políticos, entre eles a oposição, deixando de fora os dois partidos maioritários no Parlamento, Frente de Libertação Nacional e Coligação Nacional Democrática, impopulares devido à proximidade que mantêm com o ex-Presidente Abdelaziz Bouteflika.

Antes de viajar para Berlim, o Presidente Tebboune já tinha mostrado descontentamento com a postura do governo de Abdelaziz Djerdad, alimentanto os rumores de formação de um novo executivo.

Com a dissolução do Parlamento, as eleições previstas para 2022 devem realizar-se no final deste ano.

 

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