Níger

Níger: Bazoum proclamado presidente, Ousmane também reivindica vitória

Mohamed Bazoum foi proclamado vencedor da segunda volta das eleições presidenciais no Níger.
Mohamed Bazoum foi proclamado vencedor da segunda volta das eleições presidenciais no Níger. Niger Search

No Niger o candidato da oposição, Mahamne Ousmane, reivindicou hoje vitória nas eleições presidenciais de domingo, ganhas oficialmente por Mohamed Bazoum, delfim do chefe de Estado cessante, segundo resultados avançados nesta terça-feira pela Comissão de eleições.

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Ainda antes da proclamação da vitória de Mohamed Bazoum, com 55,75% dos votos, a equipa do antigo presidente Mahamane Ousmane tinha tentado obter, em  em vão, a suspensão dos resultados.

Num vídeo o ex chefe de Estado proclamou-se agora, vencedor, com 50,3% dos votos.

"A compilação dos resultados das actas de síntese em nosso poder confirmam a nossa vitória com 50,3% dos votos, contra 49,70 para o candidato do poder. Desta feita rejeitamos liminarmente os resultados em todos os locais onde foram constatadas irregularidades. "

Já Mohamed Bazoum,  delfim do chefe de Estado cessante, Mahamadou Issoufou, elogiou o score do seu rival, pouco mais de 44% dos votos, e fez questão em  estender a mão a Mahamane Ousmane.

"O presidente Mahamane Ousmane acaba de realizar um excelente desempenho nas urnas. Daí ter-lhe dado os parabéns. Conhecendo a sabedoria que lhe é própria pedi-lhe que tanto o poder como a oposição estivessem virados na mesma direcção."

Várias cidades nigerinas foram, entretanto, palco de confrontos entre manifestantes e forças da ordem.

Rescaldo da segunda volta das eleições presidenciais

Mohamed Bazoum promete ser o homem da continuidade, sucedendo ao seu mentor, o chefe de Estado cessante, Mahamadou Issoufou.

Fiel entre os fieis, Bazoum nasceu em 1960 em Diffa, no sudeste, de etnia árabe, bastante minoritária no Níger pelo que tem, repetidas vezes, sido acusado de ser de origem estrangeira.

Estudou em Gouré e em Zinder, antes de ir cursar filosofia no Senegal.

Tornou-se professor no ensino secundário e ganhou um certo talento de retórica.

No seio do Partido nigerino para a democracia e socialismo de que foi membro fundador torna-se o braço direito do presidente cessante.

Desempenhou funções de ministro do interior e da presidência.

É tido como um homem de redes, com muitos conhecimentos no estrangeiro, acessível e filosoficamente vincado à esquerda.

Perfil do futuro presidente nigerino

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