Etiópia/ Política

Abiy Ahmed afirma queTropas eritreias vão retirar-se de região do Tigray

 O Primeiro-ministro etíope anunciou no dia 26 de Março, que as tropas eritreias presentes no Tigray, vão começar a retirar-se a partir desta data, da região do norte da Etiópia.
O Primeiro-ministro etíope anunciou no dia 26 de Março, que as tropas eritreias presentes no Tigray, vão começar a retirar-se a partir desta data, da região do norte da Etiópia. REUTERS - ETHIOPIA BROADCASTING COPORATION

Segundo o Primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, os militares eritreus vão retirar-se do Tigray, onde tinham penetrado após o início do conflito, em Novembro de 2020, nessa região do norte da Etíopa. Durante vários meses, tanto as autoridades de Adis Abeba como as de Asmara, negaram a presença de tropas eritreias no Tigray.

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A participação de  tropas eritreias no conflito que colocou frente à frente as forças federais etíopes e os partidários  da Frente Popular de Libertação do Tigray, já tinha sido relatada por habitantes, organizações humanitárias, diplomatas e até mesmo alguns dirigentes e militares etíopes.

Militares eritreus, assim como etíopes chegaram a  ser acusados de saques e violações.

No dia 23 de Março, o Primeiro-ministro da Etiópia,Abiy  Ahmed, reconheceu pela primeira vez, diante  do Parlamento,que tropas eritreias encontravam-se no território doTigray.

Depois do seu encontro, na quinta-feira, em Asmara, com o presidente eritreu Issaias Afeworki, durante o qual este último aceitou retirar os militares da citada região do norte da Etiópia, Abiy Ahmed, anunciou na sexta-feira,  através  de um comunicado, que as forças eritreias vão retirar-se do Tigray.

 

Ahmed alegou que os disparos de foguetes, pela Frente Popular de Libertação do Tigray, contra Asmara, na fase inicial da ofensiva das tropas etíopes,a partir de 4 de Novembro de 2020, levaram o governo eritreu a enviar tropas para a região, de forma a prevenir os ataques e salvaguardar a segurança nacional.

O embaixador eritreu no Japão, Estifanos Afeworki, confirmou por intermédio das redes sociais, que a partir de 26 de Março as  forças do seu país vão restituir as suas congéneres  etíopes todas as posições abandonadas pelas tropas federais da Etiópia, no início da guerra contra a Frente Popular de Libertação do Tigray.

As organizações de direitos humanos,  Amnistia Internacional  e Human Rights Watch acusaram as tropas eritreias de terem levado a cabo, no final de Novembro de 2020, um massacre na cidade de Aksoum, durante o qual morreram várias centenas de cidadãos tigres.

 

Situação no Tigray: tropas eritreias retiram-se

 

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