Níger/ Política

Presidente de Níger declara que não há diálogo possível com jihadistas

Le président  do Níger, Mohamed Bazoum declarou numa entrevista exclusiva  à RFI e à France 24, que pelo facto de não haver nigerinos nos grupos jihadistas, é impossível o diálogo com os grupos jihadistas que atacam o seu país.
Le président do Níger, Mohamed Bazoum declarou numa entrevista exclusiva à RFI e à France 24, que pelo facto de não haver nigerinos nos grupos jihadistas, é impossível o diálogo com os grupos jihadistas que atacam o seu país. © RFI

Numa entrevista exclusiva  à RFI e à France 24, o Presidente do Níger, Mohamed Bazoum reagiu sobre o terrorismo que afecta o seu país e considerou que os jihadistas sendo estrangeiros,não existe a possibilidade de discussão.  Bazoum sublinhou que os terroristas que fazem incursões no seu país, não somente não são nigerinos, como até a data não puseram em causa a governação  dos dirigentes do Níger.    

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Eleito presidente da República do Níger no  dia 21 de Março, Mohamed Bazoum, reagiu pela primeira vez  acerca do terrorismo que tem assolado o seu país e outros Estados do Sahel, nomeadamente o Mali.

Bazoum, não excluiu a possibilidade de uma retirada parcial das forças francesas envolvidas na operação Barkhane, mas solicitou a França , que mantenha no Sahel o seu dispositivo aéreo.

O chefe de Estado nigerino, destacou também o facto de que, entre 2016 e 2017, tentou negociar uma trégua com os grupos jihadistas, que ele afirma serem chefiados por indivíduos do Magrebe (África do Norte) , mas que foi obrigado a renunciar perante a intransigência dos  terroristas.

Mohamed Bazoum sublinhou  na sua entrevista exclusiva à  RFI e à France 24 que, nos grupos jihadistas que têm efectuado incursões no Níger não existem nigerinos e que, não há uma comparação possível entre a situação do seu país e o Mali, onde, segundo ele,os  terroristos operam a partir do território nacional.

 

Existem situações muito diferentes.  No mali e  no Níger, como  comparar não é ponderar , nós não podermos considerar  qualquer  tipo de diálogo, na medida  em  que  não há um único  chefe jihadista nigerino.

Não existe nenhuma base jihadista  no nosso território, assim  como nunca ouvimos a mínima declaração por parte de um protagonista  importante, que faça alusão ao Níger ,  no que toca à governação deste país, e que coloque seja qual for o problema.  

Nós não temos nigerinos, não temos parceiros nigerinos. Nós temos pessoas  do Magrebe  que lideram o grupo IGS, e que levam a cabo o jihad, a guerra , principalmente no Mali, em todo caso, segundo eles, que fazem incursões no Níger. Nós não podemos discutir com indivíduos que não são nigerinos .

E como não há nigerinos com os quais nós podemos dialogar, então para nós, o problema não se coloca. Por conseguinte não devemos comparar a nossa situação com a do Mali”.

                                                          (Mohamed Bazoum, Presidente do Níger)

O  Presidente Mohamed Bazoum  acrescentou  que os últimos ataques jihadistas de que foi alvo o Níger e durante morreram mais  de uma centena  de habitantes, designadamente próximo de Tilia, na região  de Tahoua, nada  tem haver com os resultados eleitorais que culminaram com a sua vitória, mas sim com o facto de que os jihadistas querem obrigar as populações do referido distrito, que já  pagam um imposto, chamado de zakat, a apoiar o terrorismo contra o Estado nigerino.

De acordo com o Presidente nigerino, a prioridade é evitar que o terrorismo jihadista  se transforme num conflito intercomunitário. 

Mohamed Bazoum acusou os jihadistas do Estado Islamico no Grande Magrebe (EIGS) de fazer incursões no seu país e de atacar principalmente o Mali.

Referindo-se à retirada parcial das tropas francesas da operação Barkhane, em vigor no Sahel, Bazoum considerou que dado o modo e o conceito operacionais, a medida terá antes de tudo um impacto simbólico e  político. "Para nós o importante é a manutenção das forças aéreas francesas ", realçou o Presidente Mohamed  Bazoum.

Bazoum declarou também que, no capítulo interno, a educação, em particular a das mulheres,será uma prioridade do seu mandato.

 

 

 

   

                       

 

   

            

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