Níger

Detenção de militares depois de alegada tentativa de golpe de Estado no Níger

Artéria de Niamey, capital do Níger (imagem de ilustração).
Artéria de Niamey, capital do Níger (imagem de ilustração). © Wikimedia Commons CC BY 2.0 Jean Rebiffé

Militares foram detidos no Níger depois de uma alegada tentativa de golpe de Estado na noite de ontem para hoje, fontes de segurança afirmando que "a situação está controlada". Tiroteios foram ouvidos esta madrugada no bairro onde está situada a sede da presidência, isto quando faltam dois dias para a tomada de posse do novo presidente eleito Mohamed Bazoum, cuja vitória nas presidenciais tem sido contestada.

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"Houve detenções entre os poucos elementos do exército que estão na origem desta tentativa de golpe. Este grupo de soldados não conseguiu chegar perto do palácio presidencial”, indicaram fontes de segurança referindo-se ao tiroteio ouvido esta noite, por volta das 3 horas da madrugada no bairro onde se encontra a presidência, em Niamey, a capital. De acordo com testemunhos locais, o tiroteio intenso com armas pesadas e ligeiras poderá ter durado 15 a 20 minutos.

Isto acontece numa altura particularmente delicada, quando faltam apenas dois dias para a investidura do novo presidente eleito, Mohamed Bazoum, muito próximo do chefe de estado cessante Mahamadou Issoufou e cuja vitória na segunda volta das presidenciais de Fevereiro tem sido contestada pelo seu adversário, o ex-presidente Mahamane Ousmane. Este último que denuncia “fraudes eleitorais”, apelou à organização hoje de “manifestações pacíficas” em todo o país e nomeadamente em Niamey, mas esta terça-feira, estas marchas foram formalmente proibidas.

O Níger, um dos países mais pobres do mundo é também um dos mais instáveis em termos politicos, com um história marcada por 4 golpes de Estado desde a sua independência na década de 60, o último dos quais tendo ocorrido em 2010. A nível securitário, o Níger tem sido igualmente palco de violências jihadistas. O país foi abalado ainda recentemente, no passado dia 21 de Março, por um ataque no oeste do seu território junto à fronteira com o Mali em que morreram mais de 130 pessoas.

 

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