Chade

O último adeus a Idriss Déby, presidente do Chade

O Presidente Idriss Déby morreu em combate.
O Presidente Idriss Déby morreu em combate. © AFP - CHRISTOPHE PETIT TESSON

O Presidente Idriss Déby morto em combate no início da semana foi sepultado na sua aldeia natal, Berdoba, perto da fronteira com o Sudão. Na capital, em Ndjamena, o dia foi de exéquias na presença de mais de uma dezena de chefes de Estado africanos. O presidente francês, Emmanuel Macron, e o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, também marcaram presença na homenagem a Déby.

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O Presidente chadiano, Idriss Déby Itno, que estava no poder há 30 anos, morreu no seguimento de ferimentos que sofreu quando comandava o seu exército nos combates contra rebeldes no norte do país no último fim-de-semana, anunciou o seu porta-voz na rádio e televisão.

Déby tinha chegado ao poder em 1990 aquando de uma rebelião armada. O seu filho de 37 anos lidera a transição que deve conduzir o país para eleições no espaço de 18 meses vigorando até lá uma Carta de Transição.

O filho do presidente defunto, Mahamat Idriss Déby, preside o Conselho militar de transição implementado após o anúncio da morte do pai, que tinha acabado de ser reeleito para um sexto mandato.

A França, um aliado do Chade

O Presidente chadiano, Déby, tinha 68 anos e foi reeleito em Abril com 79,32% dos votos para um sexto mandato de 6 anos à frente do Chade.

Era um dos principais aliados do Presidente francês, Emmanuel Macron, no grupo G5 Sahel, (Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e Chade) na luta contra os jihadistas na Região oeste africana, com o apoio militar da França.

O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, foi o único dirigente ocidental a marcar presença, juntamente com o chefe da diplomacia europeia, Josep Borell, nas exéquias de Idriss Déby na capital chadiana nesta sexta-feira. Emmanuel Macron garantiu que o seu país não permitiria que ninguém ameaçasse o Chade.

«A França nunca vai deixar pó-las em causa, nem ninguém ameaçá-las, nem hoje nem amanhã, a estabilidade e a integridade do Chade. A França também estará cá presente para, sem esperar, deixar viva a promessa de um Chade apaziguado, deixando um lugar para cada um dos chadianos, e tudo aquilo que compõe a sociedade chadiana. A transição vai ter esse papel. A estabilidade, a inclusão, o diálogo, e a transição democrática, e para isso estaremos ao vosso lado», afirmou o Presidente francês.

Emmanuel Macron, Presidente da França 23-04-2021

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