Covid-19

Emmanuel Macron inicia visita à Àfrica do Sul com impacto da covid-19 na agenda

Президент Франции Эммануэль Макрон выступил на пресс-конференции по завершении саммита ЕС в Брюсселе во вторник, 25 мая 2021 г.
Президент Франции Эммануэль Макрон выступил на пресс-конференции по завершении саммита ЕС в Брюсселе во вторник, 25 мая 2021 г. AP - John Thys

O presidente francês vai estar dois dias na África do Sul para debater com o seu homólogo, Cyril Ramaphosa, o impacto da pandemia no páis, a recuperação económica, mas também a situação de terrorismo em Moçambique.

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O presidente de França, Emmanuel Macron, iniciou nesta sexta-feira uma visita oficial de dois dias a Àfrica do Sul, a sua primeira visita de Estado ao país, a convite do seu homólogo, Cyril Ramaphosa.

Os dois chefes de Estado discutirão como aprofundar a cooperação bilateral,o impacto da covid-19, a recuperação económica, bem como questões de paz e segurança no continente.

A África do Sul é um grande parceiro comercial da França em África, enquanto a França é o segundo maior parceiro comercial da África do Sul na União Europeia.

A visita do chefe de Estado francês tem início no Union Bilding, sede da presidência sul africana em Pretória, onde vão decorrer conversações bilaterais e seguirão para a Universidade de Pretória para lançar um programa de apoio à produção de vacinas em África, um projeto apoiado pela União Europeia, Estados Unidos e Banco Mundial.

A África do Sul e a Índia têm pressionado para que a proteção à propriedade intelectual das vacinas COVID seja suspensa, argumentando que isso estimularia a produção global destes medicamentos.

Macron também fará uma apresentação dedicada às empresas francesas na África do Sul, especialmente em sectores com amigos do Ambiente.

Os dois estadistas também vão discutir a crise de segurança no norte de Moçambique, onde uma sangrenta insurgência jihadista está a atingir a região a quarto anos.

Já em Pretória, Emmanuel Macron disse querer manter uma cooperação próxima com Moçambique e os países da região.

"O desejo da França é de manter uma coordenação estreita com Moçambique, obviamente, e os Estados da região. Estamos disponíveis para ajudar, mas no âmbito de uma solução política a ser pedida, antes de mais, por Moçambique e estruturada, em seguida, pela SADC. Poderíamos, pois, reagir de forma muito rápida se tal vier a ser pedido. A resposta deve assentar numa dimensão regional e africana, a pedido de Moçambique, e coordenada com os principais Estados vizinhos", disse o presidente francês.

A Total, gigante francesa de energia, suspendeu no mês passado os trabalhos de um enorme projecto de gás estimado em 20 mil milhões de dólares na província de Cabo Delgado. Um investimento suspenso depois que jihadistas atacarem a cidade de Palma.

Oiça aqui Emmanuel Macron:

Emmanuel Macron Moçambique 28/05/2021

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