Mali

CEDEAO sanciona novo golpe de Estado no Mali

Assimi Goïta, homem forte do Mali.
Assimi Goïta, homem forte do Mali. © Annie Risemberg/AFP

A CEDEAO pede a nomeação de um primeiro-ministro civil no Mali, bem como a formação de um governo de inclusão e o respeito dos prazos para a organização de eleições. A organização regional suspendeu o país neste domingo em Accra, capital ganesa, e afirma não ser possível não sancionar novo golpe de Estado em Bamaco.

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No Mali a classe política congratula-se com o facto de não terem sido, ainda assim, decretadas sanções económicas contra o país.

Mohamed Bazoum, presidente do Niger, comentou em que consistem estas medidas adoptadas em Accra, no Ghana, neste domingo.

"Condenámos as autoridades ilegais que se apoderaram do poder pelo que decidimos excluir o Mali das instâncias da CEDEAO.

Já várias vezes no passado tivemos este tipo de mecanismos accionados em diversas situações noutros países, é o mesmo dispositivo que é agora implementado.

As medidas tomadas pela CEDEAO não é suposto terem efeitos sobre as populações, mas não é possível não sancionarmos acontecimentos como os que ocorreram.

Houve um golpe de Estado e um novo golpe de Estado pelos mesmos actores, de forma mal intencionada. Pelo que não era possível que não adoptássemos sanções, sendo que as medidas que tomámos são as que estão contempladas no Protocolo da CEDEAO."

Mohamed Bazou, presidente do Níger

Hamidou Doumbia, secretário político do partido Yéléma, crítico deste novo golpe, congratulou-se, porém, com o facto de que « estas decisões não comprometerem os pobres cidadãos que podiam ter sofrido as consequências de actos que lhes escapam».

O M5-RFP,  Movimento de 5 de Junho, União das forças patrióticas, por seu lado, que deveria obter o cargo de primeiro-ministro, entende que o facto de que a CEDEAO não exija novo presidente é um bom sinal.

Já o Adema, Aliança pela democracia no Mali, sublinhou que o importante é que se cumpram os prazos definidos em Setembro para a realização de eleições por forma a que "este período excepcional dure o menos tempo possível".

As eleições deveriam ter lugar a 27 de Fevereiro de 2022, uma data que a CEDEAO, Comunidade económica dos Estados da África ocidental, quer ver cumprida.

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