Mali/Política

Novo governo maliano com militares em pastas ministeriais soberanas

 Choguel Kokalla Maïga, aqui no dia 6 de Junho de 2021,  é  o novo chefe do governo maliano, anunciado a  11  de Junho de 2021 e cujas pastas ministeriais soberanas serão chefiadas por militares que participaram nos recentes golpes de Estado que ocorreram no país da África ocidental.
Choguel Kokalla Maïga, aqui no dia 6 de Junho de 2021, é o novo chefe do governo maliano, anunciado a 11 de Junho de 2021 e cujas pastas ministeriais soberanas serão chefiadas por militares que participaram nos recentes golpes de Estado que ocorreram no país da África ocidental. © RFI

Após o recente segundo golpe de Estado militar, o Mali  agora  chefiado pelo presidente-coronel Assimi  Goïta, anunciou na sexta-feira o seu novo governo liderado  por Choguel Kokalla Maïga. Uma parte dos membros do novo governo maliano é formada por militares a quem foram atribuídos as pastas ministeriais ditas soberanas.

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O  novo governo maliano , na sequência dos dois golpes de Estado liderados pelo coronel  Assimi Goïta  em menos de um ano, é controlado por militares no que diz respeito às pastas ditas soberanas.

Choguel Kokalla Maïga, um civil de 63  anos de idade e antigo membro  do Movimento 5 de Junho /União das Forças Patrióticas (M5/RPF), cujas manifestações de protesto populares contribuíram a  para queda do Presidente Ibrahim Boubacar Keïta em 18 de Agosto de 2020, é o  novo chefe do governo de transição do Mali.

Contudo os ministérios ditos soberanos, são controlados por militares. Entre estes últimos está o coronel Sadio Camara, um dos  responsáveis  pelo golpe de Estado de Agosto  de 2020, a  quem  foi atribuída a pasta da Defesa.

Também do grupo dos militares golpistas, o coronel-major  Ismaël Wagué, assumirá as  funções de ministro da  Reconciliação Nacional.

O antigo chefe do estado-maior adjunto das Forças Armadas Malianas, coronel-major, Daoud Aly Mohammedine e o tenente-coronel  Abdoulaye Maïga, desempenharão respectivamente os  cargos de ministro da Segurança  e  ministro da Administração.

Dos 28 ministros  do novo governo  o Mali,  sete fazem parte  do Movimento 5 de Junho/ União dasForças Patrióticas. Os mesmos vão chefiar nomeadamente  os ministérios da  Refundação do Estado, da Educação Nacional e do Meio Ambiente.  

 

Este novo governo maliano  é anunciado, numa altura em que a França decide pôr termo  a sua operação Barkhane no Mali  e opta por uma nova estratégia para ajudar  os países do Sahel a combater o terrorismo  que desestabliza a  citada região  da África.

 

Em  visita  ao Burkina Faso, o  chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian, confirmou ao Presidente Roch Marc Christian Kaboré, a vontade  da França de recorrer  a  um novo  modelo de operação militar mais adaptado  à  luta contra o terrorismo nos  países  do Sahel.    

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