Etiópia

Etiópia: ONU alerta para a fome no Tigray

A ONU exortou os rebeldes a aplicarem o cessar-fogo unilateral decretado pela Etiópia.
A ONU exortou os rebeldes a aplicarem o cessar-fogo unilateral decretado pela Etiópia. Yasuyoshi CHIBA AFP/File

A comunidade internacional alertou, esta sexta-feira, para a situação humanitária dramática que se vive na região do Tigray. De acordo com as Nações Unidas, 5,2 milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar urgente e mais de 400.000 pessoas estão a passar fome. A ONU exortou os rebeldes a aplicarem o cessar-fogo decretado pela Etiópia.

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Cinco dias depois das Forças de Defesa de Tigray terem recuperado a capital Mekele, a comunidade internacional alertou para a situação dramática que se vive na região. De acordo com as Nações Unidas, 5,2 milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar urgente e mais de 400.000 estão a passar fome. 

A ONU instou os guerrilheiros das Forças de Defesa de Tigray a aceitar o cessar-fogo unilateral decretado pelas autoridades etíopes, o apelo foi feito no final da primeira reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito. 

A Subsecretária-Geral para os Assuntos Políticos e de Construção da Paz, Rosemary DiCarlo, sublinhou que a ajuda humanitária não tem chegado à região que está isolada por falta de energia e comunicações. 

Rosemary DiCarlo lembrou que todas as infra-estruturas foram destruídas e não há voos a entrar ou a sair da área. 

A ONU considerou que os combates na região Tigray podem reacender outros conflitos, nomeadamente com as forças da região de Ahmara e da vizinha Eritreia.

Até ao momento não há resposta oficial dos rebeldes. O governo etíope declarou um cessar-fogo unilateral no início da semana, no entanto mantém-se os confrontos esporádicos na região.

Desde 4 de Novembro de 2020, a região do Tigray é palco de combates que iniciaram depois de o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, ter enviado o exército para desalojar a TPLF, o partido eleito que governava na altura o estado etíope no norte da Etiópia, e que há vários meses desafiava a autoridade de Adis Abeba.

O conflito já provocou milhares de mortos e quase dois milhões foram deslocadas internamente, enquanto pelo menos 75.000 fugiram para o vizinho Sudão.

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