Vacinação/África do Sul

OMS pede que vacinas produzidas na África do Sul fiquem no continente

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. © AFP

A Organização Mundial da Saúde, OMS, pediu esta quarta-feira, 18 de agosto, à farmacêutica Johnson and Johnson que priorize com urgência a distribuição das vacinas no continente africano, em vez de enviá-las para países ricos que têm acesso a uma maior quantidade de vacinas.

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A África do Sul, não obstante produzir vacinas, tinha-se comprometido a exportá-las para a Europa, privando a população do acesso a esta vacina numa altura em que se confronta com uma nova vaga da pandemia.

Tedros Ghebreyesus, director-geral da OMS, diz-se estupefacto com tal ocorrência e apelou a que a África privilegie uma distribuição local do fabrico de vacinas que tem no seu território.

"Fiquei estupefacto com a notícia de que as vacinas da 'Johnson and Johnson' com fabrico plenamente concluído na África do Sul têm deixado o continente rumo à Europa, onde virtualmente, nesta fase, todos os adultos têm tido acesso a vacinas", disse o responsável da OMS.

O director-geral da OMS deixou ainda um apelo ao laboratório: "Pedimos à 'Johnson and Johnson' para, com urgência, priorizar a distribuição das suas vacinas a África antes de equacionarem o respectivo escoamento para países ricos que já têm acesso suficiente às mesmas".

De acordo com dados recentes do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana, o continente conta com mais de 7,3 milhões de casos desde o início da pandemia.

A variante Delta da Covid-19 está a espalhar-se com rapidez no continente africano e depara-se com uma população maioritariamente não vacinada.

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