Guiné-Conacri

Guiné-Bissau atenta à situação em Conacri

Mamadi Doumbouya, dirigente da unidade de forças especiais do exército guineense discursou à nação na sede da televisão estatal na capital Conakri (AP).
Mamadi Doumbouya, dirigente da unidade de forças especiais do exército guineense discursou à nação na sede da televisão estatal na capital Conakri (AP). AP

O governo da Guiné-Bissau anunciou esta segunda-feira, 6 de Setembro, que está a acompanhar a par e passo a situação na vizinha República da Guiné-Conacri, onde os militares detiveram o Presidente Alpha Condé e suspenderam a Constituição.

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A posição oficial do governo de Bissau será conhecida provavelmente até amanhã, revelou o Ministro Porta-voz do governo, Fernando Vaz, adiantando que as autoridades de Bissau estão a recolher mais elementos sobre os acontecimentos militares na Guiné-Conacri.

"O governo da Guiné-Bissau acompanha os acontecimentos. Até amanhã termos uma posição oficial. Não devemos tomar medidas a quente sem termos informação concreta e real do que se passa na Guiné-Conacri", descreveu o porta-voz guineense.

Sobre a situação a nível da fronteira, o Ministro Fernando Vaz defende que a segurança foi reforçada desde Setembro, altura em que a Guineé-Conacri decidiu unilateralmente o fecho das fronteiras com Guiné-Bissau.

"Como sabem as fronteiras estavam fechadas pela Guiné-Conacri, pela iniciativa do governo da Guiné-Conacri. Nesse sentido e desde essa altura que reforçámos a nossa presença nessa fronteira, mantemos os mesmos dispositivos", acrescentou.

O Governo de Bissau afirma estar a recolher mais elementos em relação à situação na vizinha república da Guiné, onde os militares anunciaram a suspensão da constituição, fecho das fronteiras e detenção do Presidente Alpha Condé em pleno exercício do terceiro mandato.

Os militares guineenses dissolveram instituições e declararam recolher obrigatório na Guiné Conacri. França condena tentativa de golpe e apela à libertação de Alpha Condé. Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, CEDEAO e UA condenaram o golpe militar e exigem a libertação "imediata" do Presidente guineense.

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