CEDEAO/Guiné/Mali

CEDEAO sanciona junta da Guiné Conacri e exige eleições no Mali

Cimeira extraordinária da CEDEAO a 16 de Setembro de 2021 em Accra.
Cimeira extraordinária da CEDEAO a 16 de Setembro de 2021 em Accra. © REUTERS - KWEKU OBENG

A CEDEAO, Comunidade económica dos Estados da África ocidental, exige que seja cumprido o prazo para eleições no Mali, agendadas para Fevereiro de 2022. A comunidade regional reuniu-se nesta quinta-feira em Accra, no Gana. E tomou também posição acerca de outro país com golpe de Estado mais recente, a Guiné Conacri, no passado dia 5. A organização exige uma transição de curta duração como resumiu à rfi  Jean Claude Kassi Brou, presidente da comissão.

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Jean Claude Kassi Brou, presidente da comissão da CEDEAO, sintetizou a Alexandra Brangeon as deliberações que consideram terem sido firmes quanto aos golpes de Estado que assolaram a região.

"Indicou"-se de forma inequívoca que a transição que arranca tem de ser de curta duração.

Foram até ao ponto de dizer que esta transição não deveria ir além de seis meses.

O período para preparar eleições e permitir o restabelecimento da ordem constitucional na Guiné Conacri.

Deram provas de firmeza e de convicção para que não se multipliquem situações deste género.

Decidiu-se a adopção de sanções específicas.

No ano passado, em 2020, aquando do golpe de Estado no Mali, as sanções decretadas eram de cariz económico global, comercial e financeiro, em particular.

Desta vez optou-se por sanções mais específicas que visam a proibição de viagens para todos os membros da junta militar e respectivas famílias, bem como o congelamento das respectivas finanças.

Trata-se de se veicular uma mensagem de firmeza."

Jean-Claude Kassi Brou, Presidente da comissão da CEDEAO, declarações a Alexandra Brangeon, 17/9/2021

A CEDEAO é uma organização regional incluindo de 15 países, incluindo os lusófonos Guiné-Bissau e Cabo Verde.

O chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló, presidente guineense, representou Bissau no fórum enquanto Cabo Verde foi representado por Filomena Mendes Gonçalves, ministra da presidência do Conselho dos ministros.

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