Sudão

Exército denuncia tentativa de golpe de Estado no Sudão

Uma tentativa fracassada de golpe de Estado ocorreu esta segunda-feira no Sudão, avançou o exército através de um comunicado, sem identificar os autores da conspiração.
Uma tentativa fracassada de golpe de Estado ocorreu esta segunda-feira no Sudão, avançou o exército através de um comunicado, sem identificar os autores da conspiração. AFP

O exército sudanês denunciou, esta terça-feira, uma tentativa de golpe de Estado liderada por partidários do Presidente deposto Omar al-Bashir Bashir. 

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O Sudão “escapou” a uma tentativa de golpe de Estado, segunda-feira, anunciou hoje o exército num comunicado lido na televisão nacional. De acordo com Cartum, os partidários do presidente deposto Omar al-Bashir Bashir são os responsáveis.

Mohamed al Faki Suleiman, porta-voz do conselho de transição, declarou à agência Reuters que a tentativa de golpe de Estado teve lugar ontem, segunda-feira, e que os suspeitos vão começar a ser interrogados em breve. Os autores da conspiração não foram identificados.

Segundo fonte governamental, os golpistas tentaram assumir o controlo do prédio dos meios de comunicação do Estado, mas "falharam".

“Houve uma tentativa de golpe fracassada, o povo deve opor-se" a esta situação, referiram os meios de comunicação do Estado.

Separadamente, uma fonte militar disse que um grupo de oficiais militares estava "envolvido na tentativa", mas o grupo foi "imediatamente" impedido de levar à frente a tentativa de golpe.

Esta terça-feira, a circulação no centro de Cartum parecia fluida, nomeadamente nas imediações do quartel-general do exército. No entanto, os serviços de segurança bloquearam o acesso à ponte principal que liga Cartum à cidade de Omdurman, do outro lado do Nilo. 

"Transição frágil"

A tentativa de golpe teve como alvo o Governo de transição sudanês estabelecido após a queda, em Março de 2019, do Presidente Omar al-Bashir, deposto após 30 anos à frente do Governo do Sudão.

Desde então, o Sudão conhece uma transição frágil, marcada por dificuldades económicas e profundas divisões políticas.

Nos últimos meses, o executivo encetou uma série de reformas económicas difíceis, com objetivo de qualificar-se para um programa de alívio da dívida do Fundo Monetário Internacional (FMI). As medidas incluem a redução de subsídios e o estabelecimento de uma flutuação controlada da moeda local, medidas “muito severas” para os sudaneses, que têm saído à rua para protestar.

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