Política/Rússia

Vladmir Putin encerra campanha para presidencial na Crimeia

O Presidente Vladimir Putin durante o seu  comício na Crimeia. 14.03.2018
O Presidente Vladimir Putin durante o seu comício na Crimeia. 14.03.2018 REUTERS/Maxim Shemetov

No âmbito da sua campanha para mais um mandato presidencial, Vladimir Putin efectuou uma escala simbólica na Crimeia. Sem ter feito alusão à crise diplomática com Reino Unido resultante do envenenamento do agente duplo Sergeï Skripal,o presidente russo afirmou ,nomeadamente,que a reintegração da Crimeia na Federação da Rússia contribuiu para rectificar uma injustiça histórica cometida na época da União Soviética.

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Vladimir Putin é o grande favorito à sua sucessão no próximo domingo , data do esrutínio para mais uma eleição presidencial russa.

Segundo os analistas o actual presidente russo, será sem surpresa eleito à um terceiro mandato de seis anos.

Com em pano de fundo a crise diplomática entre Moscovo e Londres ,devido ao envenenamento na Inglaterra do agente duplo russo Sergeï Skripal,Putin, que não fez alusão às acusações de Theresa May,deslocou-se à Crimeia, quatro anos depois da anexação não reconhecida internacionalmente.

O Chefe de Estado russo,que visitava pela primeira vez a Crimeira , desde que o território foi anexado por intermédio de um referendo não supervisionado pelas autoridades de Kiev, sublinhou que a vontade manifestada pela população da Crimeia não faz senão reparar uma injustiça histórica.

Vladimir Putin 15.03.2018

A vossa decisão de reintegrar a Rússia, fez com que fosse rectificada uma injustiça histórica.

Uma injustiça cometida na época soviética, quando a Crimeia e Sebastopol foram ilegalmente separadas da Federação da Rússia.

Com vossa deisão , nós mostramos ao mundo inteiro, o que é uma verdadeira democracia.

Vocês participaram no referendo e votaram para o vosso futuro e para o futuro dos vossos filhos.

Evidentemente, meus amigos, que ainda temos muito a fazer para o desenvolvimento de Sebastopol e da Crimeia.

É um trabalho de longo prazo.

Mas, nós realizaremos esse trabalho. Nós fá-lo-emos, porque unidos somos mais fortes. Unidos, somos uma grande potência , capaz de superar os mais difíceis obstáculos". (Vladimir Putin)

Dos 107 milhões de eleitores russos, já começaram a votar os que residem nas regiões mais recônditas da Federação da Rússia como os habitantes do Ártico, por motivos de logística,nomeadamente dificuldades de transporte, e de diferença de fusos horários.

Os restantes eleitores deslocar-se-ão às urnas respectivamente no sábado e no domingo.

O instituto público de inquéritos de opinião,VTsiom, anunciou que Vladimir Putin beneficia de 69% das intenções de voto.

Pavel Grudinin, candidato do Partido Comunista,obteria cerca de 7% dos votos e o ultranacionalista Vladimir Zhirinovsky, 5%. e salientar que os outros cinco candidatos,dispõem de percentagens insignificantes.

Alexei Navalny, opositor feroz de Vladimir Putin ,cuja candidatura foi rejeitada pelas autoridades competentes por ter sido alvo de uma condenação judicial, será o grande ausente do escrutínio do dia 18 de Março.

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