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Política/Mali

Mali :eleições normais e receios populares

Eleitores malianos preparam-se par votar em  Bamako. 29 de Julho de 2018
Eleitores malianos preparam-se par votar em Bamako. 29 de Julho de 2018 REUTERS/Luc Gnago
Texto por: RFI
9 min

Com em pano de fundo o conflito militar no norte doi país, mais de oito milhões de malianos foram neste domingo às urnas para eleger o seu novo presidente . Em liça estão 24 candidatos, dos quais 23 homens e uma mulhar.O Presidente vigente, Ibrahim Boubacar Keita beneficiava antes do escrutínio das melhores intenções de voto,mas os analistas consideram que a instabilidade política e o terrorismo que tem assolado o país africano fragiliza a sua posição. Carlos Alberto Martins,cidadão português residente em Bamako,declarou a RFI que o escrutínio decorre na normalidade não obstante rumores segundo os quais ,a oposição não aceitará uma vitória de IBK, na primeira volta.

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Em 2013 Ibrahim Boubacar Keita foi eleito com 77.6%, mas cinco ano depois do seu mandato, ele revolou-se incapaz de procurar as soluções aos problemas que afectam o Mali.O país da África ocidental enfrenta dificuldadeds para restabelecer a paz e solucionar os problemas de insegurança.

IBK, como é conhecido no seu país, defendeu o balanço da sua governação, destacando o facto de ter assinado em 2015 um acordo de paz de Argel com os rebeldes operando no norte, de forma a lutar contra o jiadismo.Todavia, não obstante a presença de 15.000 capacetes azuis e de 4.500 militares, bem como a anunciada força anti-terrorista do G5-Sael, a violência persiste no país.

Os malianos continuam a ser vítimas do terrorismo e de tensões étnicas. De acordo com estatísticas das Nações Unidas, mais de 300 pessoas morrerram no corrente ano, em confrontos inter-étnicos.

A eleição presidencial neste domingo decorreu na normalidade, apesar de rumores que circulam em Bamako,segundo os quais a oposição não tenciona aceitar uma vitória de Ibrahim Boubacar Keita logo na primeira volta do escrutínio.

Residente na capital maliana, o cidadão português Carlos Alberto Martins confirmou em declarações à RFI que o escrutínio decorria normalmente não obstante a situação caracterizada pelas ameaças terroristas e o receio que uma vez anunciados os resultados haja um novo período de convulsões políticas.

Carlos Alberto Martins 29 07 2018

 

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