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França

Mélenchon ouvido pela polícia anticorrupção

Jean-Luc Mélenchon, líder do partido de esquerda radical França Insubmissa
Jean-Luc Mélenchon, líder do partido de esquerda radical França Insubmissa REUTERS/Pascal Rossignol
3 min

Dois dias depois de as autoridades francesas terem passado a pente fino a sede do partido França Insubmissa. Esta quinta-feira foi a vez de ouvirem Jean-Luc Mélenchon. Em causa, as contas de campanha para as presidenciais e alegados empregos fictícios dos assistentes dos eurodeputados do seu partido.

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Esta manhã, Jean-Luc Mélenchon deslocou-se às instalações da polícia anticorrupção, em Nanterre, perto de Paris, e aos jornalistas voltou a denunciar “uma operação de polícia política”.

Dois inquéritos preliminares foram abertos pela Procuradoria de Paris. Um diz respeito a alegados empregos fictícios de assistentes parlamentares europeus e o segundo é sobre as contas da campanha de Mélenchon durante as presidenciais do ano passado. A investigação está a ser realizada pelo gabinete central de luta contra a corrupção.

Dois dias depois das autoridades francesas passarem a pente fino a sede do partido França Insubmissa. Esta quinta-feira foi a vez da polícia de investigação ouvir Jean-Luc Mélenchon, que garante ter respondido “detalhadamente” às questões da polícia de investigação.

Mélenchon está no cerne de uma tempestade política depois de, na terça-feira passada, se ter oposto com violência a buscas realizadas na sede do seu partido, na sua residência e na residência de antigos assistentes. Buscas que o líder dos Insubmissos denunciou nas redes sociais.

As imagens virais levaram a reacções múltiplas. Ontem, o primeiro-ministro Edouard Philippe disse estar “chocado” com a “grande violência” manifestada contra os polícias. Mélenchon respondeu que a violência existiu, mas perpetrada pelas forças de segurança “quatro queixas foram abertas pelos meus amigos que foram abruptamente atirados para o chão”.

Vários sindicatos das forças policiais denunciam a atitude “inaceitável” da França Insubmissa. Mélenchon acrescenta que a “França Insubmissa não foi tratada como o resto do mundo (…) quiseram meter-nos medos, intimidar-nos”.

Sobre os inquéritos em curso, o partido de esquerda radical já fez saber que as contas relativas às presidenciais francesas de 2017 foram validadas pela Comissão Nacional de Contas Eleitorais a 13 de Fevereiro deste ano, não tendo sido detectada qualquer irregularidade.

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