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Sociedade/França

França: confrontos entre coletes amarelos e polícia

Cena de violência em Paris, durante mais uma mobilização dos coletes amarelos. 01 de Dezembro de 2018
Cena de violência em Paris, durante mais uma mobilização dos coletes amarelos. 01 de Dezembro de 2018 REUTERS/Benoit Tessier
Texto por: RFI
5 min

Prosseguiram neste sábado, em toda a França, as manifestações dos coletes amarelos, que qualificaram este dia de "terceiro acto" do seu movimento de protestos contra a política do executivo de Emmanuel Macron. O primeiro-ministro Edouard Philippe reagiu afirmando que, os confrontos entre manifestantes e as forças de polícia nos Campos Elísios (Champs-Elysées) foram de grande violência.Este "terceiro acto" dos coletes amarelos caracterizou-se por uma escalada sem precedentes da violência em vários bairros de Paris.

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Depois dos primeiros recontros, entre os manifestantes e as forças da ordem, ocorridos próximo dos Campos Elísios (Champs-Elysées), o terceiro acto do movimento dos coletes amarelos, desembocou numa escalada da violência em toda a França, com destaque especial para a capital francesa, onde foram erigidas barricadas, montras de lojas vandalizadas e viaturas incendiadas.

Depois do ministro do interior, Christophe Castaner, ter posto em causa a presença de 1.500 manifestantes que ele acusou de perturbadores, o chefe do governo Edouard Philippe reagiu aos confrontos que tiveram lugar nas imediações dos Campos Elísios.

O primeiro-ministro Edouard Philippe reagiu afirmando que, os confrontos entre manifestantes e as forças de polícia nos Campos Elísios (Champs-Elysées) foram de grande violência

Edouard Philippe, primeiro-ministro francês

"Em Paris muito cedo, de manhã, indivíduos equipados, decididos, a provocar, a testar o dispositivo, a provocar as forças da ordem, juntaram-se fora do cordão de segurança que tinha sido definido com a Comando da Polícia, de forma que as manifestações decorressem na ordem.

Os manifestantes deram mostras de uma grande violência. As forças da ordem resistiram . Elas mostraram a relevância do dispositivo.

As mesmas foram atacadas com uma violência, que disseram não ter precedentes.

Neste momento mais de 107 pessoas foram detidas. O que é um número considerável...e que demonstra simultâneamente, a violência contra as forças da ordem e a nossa determinação a não tolerar isso"

De acordo com as autoridades francesas, ao fim da tarde de Sábado o balanço dos confrontos era muito mais pesado, de que o estabelecido na anterior jornada de mobilização parisiense do dia 24 de Novembro.

Neste terceiro acto dos coletes amarelos contra a política económica e social do executivo de Emmanuel Macron, 92 pessoas ficaram feridas, das quais 14 agentes da polícia, e 194 manifestantes foram apreendidos.

De salientar também que no perímetro entre a Opéra de Paris, a prestigiosa avenida Foch e a rua de Rivoli, tiveram lugar cenas de guerrilha urbana, que afectaram vários bairros ,ditos chiques, da capital francesa.

A edil de Paris, Anne Hidalgo manifestou a sua indignação e profunda tristeza perante a onda de violência, no coração de Paris.

Interrogados, vários manifestantes consideraram que a França é um país, onde progridem as desigualdades.

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