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Política/Djibuti

Emmanuel Macron: na África para reforço de laços económicos e políticos

O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o seu homólogo de Jibuti, Ismaïl Omar Guelleh,em Paris. 12 de Dezembro de  2017.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o seu homólogo de Jibuti, Ismaïl Omar Guelleh,em Paris. 12 de Dezembro de 2017. CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP
Texto por: RFI
4 min

O Presidente Emmanuel Macron efectua um novo périplo africano, que fará escalas em Jibuti, Quénia e Etiópia, país enlutado pela catástrofe aérea da qual foi objecto um Boeing 737 das linhas aéreas nacionais (Ethiopian Airlines).

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Na agenda de Macron, está nomeadamente o objectivo de contrariar a influência crescente da China e Jibuti, a participação na cimeira anual da ONU sobre o meio ambiente em Nairobi, bem como a assinatura de contratos económicos com o Quénia e o reforço da cooperação com Addis Abeba.

Em Jibuti, ex-colónia francesa do Corno de África onde a França possuiu uma base militar, o chefe de Estado francês tenciona reforçar os laços económicos, para contrariar a crescente influência estratégica da China na região.

No Quénia,onde Emmanuel Macron participa em Nairobi na cimeira anual da ONU sobre questões ambientais, a França vai assinar um pacote de contratos, no valor de três mil milhões de euros, nos sectores dos transportes, infra-estruturas, energia e da urbanização sustentável.

Segundo fontes da presidência francesa, a expansão económica do Quénia e a sua vontade de não depender somente dos laços com a China, facilita o reforço da cooperação entre Paris e Nairobi.

Saliente-se que é a primeira visita de um chefe de Estado francês ao Quénia, desde que o país africano tornou-se independente em 1963.

Na Etiópia a agenda de Emmanuel Macron será marcada por uma visita ao complexo religioso da cidade de Labilela, inscrito no património mundial pela UNESCO em 1978, e também pela assinatura de acordos económicos,assim como a consolidação da cooperação política entre Paris e Addis Abeba.

E isto numa região onde a reconciliação entre a Etiópia e a Eritreia, segundo os analistas, obriga a França a rever a sua estratégia geopolítica.

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