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Religião/Bulgária

Em visita à Bulgária Papa apela a paz

O papa  Francisco durante o seu encontro em Sofia com o Patriarca Neophyte da Igreja Ortodoxa da Bulgária.5 de Maio de 2019
O papa Francisco durante o seu encontro em Sofia com o Patriarca Neophyte da Igreja Ortodoxa da Bulgária.5 de Maio de 2019 Vatican Media/­Handout via REUTERS
Texto por: RFI
5 min

O Papa Francisco encontra-se na Bulgária para uma visita de três dias nos Balcãs, que o levará também à vizinha Macedónia do Norte, com o intuito de celebrar a memória da MadreTeresa, oriunda de Skopje. Em Sofia, onde foi acolhido pelo Primeiro-ministro Boyko Borisov com o yoghurt kiselo Mlyako, uma especialidade local, Francisco lançou um apelo à paz no mundo, bem como pediu aos búlgaros para abrirem os seus corações aos migrantes.

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A agenda de três dias do Papa Francisco na Bulgária e na Macedónia do Norte,, inclui nomeadamente uma visita à um acampamento de refugiados nos arredores de Sofia, assim como a celebração da memória da Madre Teresa em Skopje .

Acolhido pelo Primeiro-ministro Boyko Borisov, num país como a Bulgária maioritariamente ortodoxo, o Papa vai dedicar uma atenção especial a pequena comunidade católica de 44.000 mil almas. O mesmo verificar-se-á na Macedónia do Norte, onde os católicos são apenas 20.000.

Em Sofia, o Papa Francisco lançou um apelo à paz e à abertura dos búlgaros em relação aos migrantes, bem como destacou a problemática da emigração que afecta o país balcânico, cuja população registou uma queda dramática de 9 para 7 milhões de habitantes a partir de 1989 , devido à saída de dois milhões de cidadãos que partiram em busca de melhores condições de vida noutras paragens.

A emigração poderá reduzir a Bulgária a uma população de 5,4 milhões, daqui à 2050.

O chefe da Igreja Católica sublinhou também que, à semelhança de outros países europeus, a Bulgária está confrontada com a passagem e chegada de migrantes e refugiados, que fogem das guerras, dos conflitos e da miséria, mas que a situação não deve fazer com que os búlgaros se esqueçam da sua tradicional hospitalidade.

A visita do Papa Francisco é também uma ocasião de obrar para a reconciliação entre católicos e ortodoxos, se atendermos que a Igreja Ortodoxa da Bulgária é a única que não participa na Comissão destinada à promover o diálogo com a Igreja Católica.

O Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa búlgara recusou a participação de padres ortodoxos na oração pela paz com o Papa Francisco, prevista para segunda-feira, numa praça de Sofia. Apenas um pequeno coro de crianças ortodoxas participará na referida oração.

Todavia as relações, entre o Vaticano e as Igrejas Ortodoxas, registam uma franca melhoria, desde que teve lugar em Fevereiro de 2016,em Cuba, o encontro histórico do Papa Francisco com o Patriarca ortodoxo russo Kirill.

Foi o primeiro encontro entre os líderes das Igrejas Católica e Ortodoxa desde que ocorreu, há cerca de 1000 anos, o cisma que dividiu o cristianismo em dois.

 

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