ALEMANHA

Alemanha: Extrema direita com avanços eleitorais

O candidato da AFD para a Turíngia Björn Höcke com os co-dirigentes do partido Alexander Gauland e Jörg Meuthen em Berlim a 28 de Outubro de 2019.
O candidato da AFD para a Turíngia Björn Höcke com os co-dirigentes do partido Alexander Gauland e Jörg Meuthen em Berlim a 28 de Outubro de 2019. AFP

Na Alemanha a extrema-direita voltou a reforçar a sua votação, no caso neste domingo para eleições regionais na Turíngia, no leste do país. A AFD foi o segundo partido mais votado, à frente do movimento da chanceler Angela Merkel, a CDU.

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A esquerda alemã venceu as eleições para o parlamento regional da Turíngia, mas o partido da chanceler Angela Merkel, a CDU, foi ultrapassado pela AFD, da extrema direita, chegando apenas em terceiro lugar.

A esquerda perde a maioria no parlamento regional ficando-se pelos 31% dos votos.

A surpresa veio da AFD, Alternativa para a Alemanha, ao alcançar 23,4%, mais do que o dobro de 2014, um partido anti-migrantes e euro céptico.

Vários representantes da comunidade judaica demonstraram-se hoje preocupados com a forte progressão da extrema direita, menos de um mês após o atentado anti-semita de Halle.

Björn Höcke, figura emblemática da AFD no leste alemão felicitou-se pelo facto de o seu eleitorado não ter cedido a "campanhas de difamação".

O partido que fora muito criticado por supostamente ter preparado o terreno para o atentado de Halle que fez dois mortos.

Höcke tinha-se referido no passado ao Memorial da Shoah em Berlim, em homenagem às vítimas do extermínio dos judeus pelos nazis, como um "momumento da vergonha".

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