Clima

Alterações climáticas: "não há tempo a perder"

Nos últimos dez anos as emissões, especialmente as geradas por energias fosseis, aumentaram em 1,5% por ano.
Nos últimos dez anos as emissões, especialmente as geradas por energias fosseis, aumentaram em 1,5% por ano. REUTERS/Yves Herman/File Photo

Se os líderes mundiais quiserem efectivamente limitar o aquecimento global a 1,5°C, têm de reduzir as emissões globais em 7,6% por ano até 2030 e não há tempo a perder. O alerta é do Programa das Nações Unidas para o Ambiente que hoje publicou novo relatório.

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O relatório hoje publicado é claro: se o mundo continuar a adiar as acções imediatas e radicais necessárias para reduzir as emissões de CO2, a catástrofe climática não será evitada.

Para limitar o aquecimento global do planeta a 1,5°C, a ambição ideal do Acordo de Paris, é necessário reduzir as emissões com efeito de estufa em 7,6% por ano, todos os anos entre 2020 e 2030. Ou seja, uma baixa de 55% entre 2018 e 2030.

Qualquer atraso, a partir de 2020, “deitará por terra” a ambição de Paris.

O documento sublinha também que as promessas de diminuição manifestadas pela comunidade internacional, devem ser cinco vezes mais ambiciosas do que as garantias actuais.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Ambiente, se as emissões continuarem ao ritmo actual, o planeta poderá aquecer de 3,4 a 3,9°C até ao fim do século. Mesmo que os países respeitem as ambições do Acordo de Paris, o mercúrio subirá em 3,2%.

Nos últimos dez anos as emissões, especialmente as geradas por energias fosseis, aumentaram em 1,5% por ano. Em 2018 atingiram novo recorde histórico de 55,3 giga toneladas

 

 

 

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