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Dia Internacional da Mulher

FAO apela à igualdade entre homens e mulheres no setor agrícola

Participantes do Congresso da Mulher Angolana
Participantes do Congresso da Mulher Angolana
5 min

Este ano, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) aproveitou o dia para defender a igualdade entre homens e mulheres no setor agrícola e sublinhar que a desigualdade de género neste setor é uma das causas da fome no mundo.

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Assinala-se, esta terça-feira, em todo o mundo, o Dia Internacional da Mulher. A data é comemorada desde 1910, mas somente em 1975 é que foi oficializada pela ONU.

Precisamente a propósito deste dia, este ano, a FAO apela à igualdade entre homens e mulheres no setor agrícola. No seu relatório anual sobre "O estado mundial da agricultura e da alimentação", a FAO indica que "se as mulheres nas zonas rurais tiverem o mesmo acesso que os homens à terra, à tecnologia, aos serviços financeiros, à educação e aos mercados, será possível aumentar a produção agrícola e reduzir entre 100 e 150 milhões o número de pessoas com fome no mundo".

O documento, que se debruça sobre o papel da mulher na agricultura, revela que, em muitos países em desenvolvimento, o setor agrícola trabalha aquém da sua capacidade. Uma constatação que tem como base a uma profunda desigualdade de género. Se as mulheres tivessem acesso à terra, ao gado, ao trabalho, educação, serviços de extensão, ao crédito, fertilizantes e equipas mecânicas, "os seus rendimentos seriam iguais aos dos homens, elas produziriam mais e a produção agrícola, como um todo, aumentaria", argumenta a FAO.

Também, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon alertou para a descriminação da mulher: “em demasiados países e sociedades as mulheres continuam a ser cidadãos de segunda".

Embora o fosso entre homens e mulheres em matéria de educação esteja a diminuir, existem diferenças muito acentuadas no interior dos países e entre eles e demasiadas raparigas veem-se ainda privadas de escolarização, abandonam a escola prematuramente ou terminam os estudos com poucas competências e ainda menos oportunidades”, acrescentou Ban Ki Moon.

Em entrevista a Leonardo Silva, a diretora-adjunta para o género e equidade no emprego rural da FAO, Eva Crowley, destacou o facto de que as desigualdades entre homens e mulheres, em matéria de acesso à propriedade agrícola é uma das causas da fome no mundo.

Eva Crowley, diretora adjunta para o género e equidade no emprego rural da FAO

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