Moçambique

Ministério Público de Moçambique acusa generais de desvio de fundos

Maputo, capital moçambicana.
Maputo, capital moçambicana.

O Ministério Público de Moçambique acusou formalmente 13 generais por suposto envolvimento no desvio de fundos do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique. Os fundos desviados destinavam-se à compra de equipamento, uniformes, rações e outros materiais para a corporação.

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Um grupo de treze generais da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram acusados pelo Ministério Público (MP) de desvio de fundos da corporação. Nem os nomes dos indiciados, nem os montantes em causa foram revelados. Segundo o jornal "Notícias" de Moçambique, uma fonte do MP revelou que o processo, relacionado com o desvio de fundos no Comando-Geral, já se encontra no Tribunal Judicial da cidade de Maputo.

Os fundos que teriam sido supostamente desviados pelos generais em causa, destinavam-se, entre outras prioridades, à aquisição de equipamento, uniforme, ração e outros apetrechos para os homens da lei e ordem. O desvio terá sido efetuado pelos oficiais superiores da polícia na altura em que ocupavam cargos de chefia no Comando-Geral da PRM.

Não foi revelado o montante do desfalque executado com base num esquema de saque. O desvio de fundos envolvia a Chicamba Investimentos, uma empresa supostamente fictícia criada pelo Ministério do Interior e que, posteriormente, viria a ser usada para drenar parte das verbas.

O caso Chicamba Investimentos chegou a ser matéria de discussão no julgamento do antigo ministro do interior, Almerino Manhenje. Cuja sentença de julgamento está marcada para o próximo dia 22 deste mês.

Com a colaboração do nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa.

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