Cabo Verde

Cabo Verde desmente ligação ao tráfico de armas para a Costa do Marfim

Aeroporto Amílcar Cabral, Ilha do Sal, Cabo Verde.
Aeroporto Amílcar Cabral, Ilha do Sal, Cabo Verde. Flickr/ Starrynight1

O Governo de Cabo Verde desmentiu a passagem pelo arquipélago de aviões com armas para a Costa do Marfim, acusação que consta num relatório da Human Rights Watch, embora o chefe da diplomacia cabo-verdiana admita que nem todos os aparelhos sejam vistoriados.

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Segundo o relatório divulgado na semana passada pela Human Rights Watch, um bombardeiro MIG-25, e dois jatos Sukhoi-27, escalaram o aeroporto internacional de São Vicente em Janeiro último, “com uma carga suspeita” proveniente de Angola, para entregar a Laurent Gbagbo, que se recusa a abandonar o poder, depois de ter perdido as eleições de Novembro de 2010 na Costa do Marfim, para Alassane Ouattara.

“O Governo rejeita as informações infundadas, que só servem para lançar descrédito à governação”, lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O chefe da diplomacia cabo-verdiano, José Brito, admitiu entretanto que nem todos os aviões que escalam Cabo Verde para reabastecimento são vistoriados, lembrando, porém, que os aeroportos do arquipélago, sobretudo o do Sal, são muito frequentados nessas circunstâncias.

“Há tantos aviões que passam no Sal, em particular, e que fazem escala e do qual não temos nenhuma informação se respeita a lei. A lei diz que quando tem tipos de armamento, tem de se informar, e aviação civil não recebeu nenhum pedido de aterragem”, acrescentou José Brito, garantindo que “Cabo Verde respeita o embargo das Nações Unidas (à Costa do Marfim) e não pode tolerar que isto se passe no seu território”.

O comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros garante que, “em nenhum momento os serviços aeroportuários ou da aeronáutica civil registaram o trânsito” daquelas aeronaves.

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