Guiné-Bissau / Angola

Militares angolanos já estão em Bissau

Bandeira da República da Guiné-Bissau
Bandeira da República da Guiné-Bissau

 Cerca de uma centena de militares angolanos já está em Bissau para apoiar a reforma dos sectores da Defesa e Segurança da Guiné-Bissau.

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O ministro angolano da Defesa, Cândido Narciso, deverá brevemente deslocar-se a Bissau para apresentar oficialmente a missão deste contingente, afirma a agência de notícias portuguesa LUSA, citando fontes militares angolanas.
Os militares angolanos estão instalados no Bissau Palace Hotel, que foi recentemente comprado pelo governo de Angola.

Segundo a agência de notícias PNN, o tenente general Gildo de Carvalho irá comandar a missão das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional na Guiné-Bissau, tendo o brigadeiro Flora como adjunto, mas estas informações não foram oficialmente confirmadas.

Angola fez da estabilização da situação na Guiné-Bissau o “leit motiv” da sua presidência da CPLP e o ministro guineense da Defesa Ocante da Silva, afirmou em Janeiro passado que a execução do programa de assistência técnica, militar e segurança está já em curso, designadamente no que diz respeito às vertentes de meios logísticos, meios de aquartelamento e técnica, infra-estruturas, saúde militar, telecomunicações e técnica.

A desmobilização, pagamento de pensões aos veteranos e a redução dos efectivos dos Forças Armadas guineenses, actualmente de 4500 pessoas, vai absorver grande parte dos meios financeiros disponibilizados por Angola, que aprovou um reforço de 20 milhões de dólares ao pacote inicial de 40 milhões destinados à reforma dos sectores da Defesa e Segurança, 12 dos quais já foram transferidos para a conta do Tesouro Público da Guiné-Bissau.

Angola aprovou recentemente uma linha de crédito de mais de 600 milhões de dólares para a Guiné-Bissau, que é alvo de críticas internas, pois alguns analistas defendem que esta soma deveria ser aplicada para dar resposta a necessidades críticas internas.

Angola tem interesses económicos de vulto na Guiné-Bissau, com destaque para a exploração da bauxite no leste do país.
Para tal Angola investiu cerca de 300 milhões de dólares na Bauxite-Angola, uma empresa mista constituída por capitais guineenses e angolanos, cujo objectivo é a exploração da bauxite em Boé, estando prevista a a construção de um porto de águas profundas em Buba, de uma linha de caminho de ferro ligando Buba a Boé e a reabilitação de mais de 100 kms da estrada entre estas duas localidades, para o escoamento da bauxite.

O diplomata e académico angolano Sebastião Isata, foi nomeado pelo Presidente da comissão da União Africana, o diplomata gabonês Jean Ping, para acompanhar a situação na Guiné-Bissau.
 

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