Líbia

Coligação criticada pelos bombardeamentos à Líbia

Avião militar francês de partida para a Líbia, 19 de Março de 2011.
Avião militar francês de partida para a Líbia, 19 de Março de 2011. AFP Photo/ECPAD/Sébastien Dupont

Apenas 24 horas depois do início da operação militar da França, Reino Unido, e Estados Unidos da América na Líbia, as próprias organizações que pediram a intervenção, estão a criticar os contantes ataques aéreos e consequentes baixas civis.

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A Liga Árabe, através do secretário-geral, Amr Moussa, distanciou-se da operação militar internacional na Líbia.

Amr Moussa, afirmou ontem que os bombardeamentos que estão a cair sobre o regime de Kadhafi não são o que os árabes tinham em mente quando apelaram à imposição de uma zona de exclusão de voo sobre a Líbia.

“Pedimos ao Conselho de Segurança para estabelecer uma zona de exclusão aérea para proteger os civis e a criação de áreas seguras onde os civis possam refugiar-se sem serem atacados. O que está a acontecer no país é diferente do objectivo de impôr uma zona de exclusão de voo, e o que queremos é a protecção de civis, não o bombardeamento de mais civis", disse.

Também a Rússia, que se absteve de votar a resolução das Nações Unidas que deu luz verde à criação da zona de exclusão aérea, criticou a coligação internacional.

O Kremlin apelou à França, Estados Unidos da América, e Reino Unido, para que parem de bombardear alvos não militares na Líbia, sublinhando que já foram mortos 48 civis, e 150 ficaram feridos.

Os Estados Unidos da América responderam por seu turno que "não têm conhecimento" de quaisquer baixas civis. Os ataques da coligação são feitos à distância, por ar ou por mar, através do disparo de mísseis.

Para reduzir as críticas, a França anunciou que aviões de guerra do Qatar, um país árabe, se juntaram ontem às operações internacionais.

 

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