Moçambique

PGR de Moçambique ordena auditoria às contas do Conselho Constitucional

O Conselho Constitucional criou uma comissão de inquérito para averiguar e esclarecer a veracidade dos factos.
O Conselho Constitucional criou uma comissão de inquérito para averiguar e esclarecer a veracidade dos factos. Nuno Ibra/Flickr

A Procuradoria-Geral da Republica de Moçambique ordenou a auditoria forense às contas do Conselho Constitucional. Em causa estão suspeitas de desvio de fundo públicos por parte do ex-presidente do órgão, Luís Mondlane.

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O Procurador-Geral da República de Moçambique, Augusto Paulino, ordenou uma auditoria forense às contas do Conselho Constitucional, por via da Inspeção-Geral das Finanças. Esta auditoria surge depois de a comissão de inquérito do Conselho Constitucional ter confirmado as acusações que pesam sobre o demissionário presidente do órgão, Luís Mondlane.

Luís Mondlane é acusado de desvio de recursos financeiros do Estado e da sua utilização em proveito próprio As denúncias indicam que Luís Mondlane terá lesado o Estado em cerca de 230 mil euros. Deste montante, 45 mil euros terão sido utilizados na importação de mobiliário proveniente da África do Sul.

O Conselho Constitucional criou uma comissão de inquérito para averiguar e esclarecer a veracidade dos factos. A equipa é composta por três juízes do Conselho Constitucional, nomeadamente, Lúcia Ribeiro, Norberto Carrilho e Manuel Franque. O Conselho Constitucional deliberou, ainda, a participação ao Ministério Público do antigo presidente do órgão.

Recorde-se que Luís Mondlane, a 7 deste mês, demitiu-se do cargo de presidente do Conselho Constitucional. Agora, o presidente demissionário vê-se a braços com um possível processo disciplinar e criminal.

Com a colaboração do nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa.

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