Angola

Manifestação em Angola travada violentamente pela polícia

"32 é muito", gritaram os manifestantes contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
"32 é muito", gritaram os manifestantes contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos. AFP/Lucas Dolega
Texto por: RFI
14 min

A repressão dos manifestantes, que protestavam contra o Presidente, José Eduardo dos Santos, em Luanda, provocou na tarde deste Sábado um número indeterminado de feridos e a detenção, segundo a Polícia Nacional, de 24 pessoas.

Publicidade

Sete feridos, e entre cinquenta a vinte e quatro detidos, é o balanço dos confrontos entre a Polícia e manifestantes, que no passado Sábado participaram na manifestação anti governamental convocada pelo Grupo de Jovens Revolucionários. Exigiam a destituição do Presidente José Eduardo dos Santos, a criação de uma Comissão Nacional de Eleições independente.

O nosso correspondente em Luanda, Avelino Miguel, conta-nos o que se passou.

Correspondência de Avelino Miguel

PDP/ANA e Bloco Democrático, apoiaram a organização da manifestação de Sábado, convocada sob o lema "32 é muito", numa alusão aos 32 anos no poder do Presidente José Eduardo dos Santos. Ouvimos as motivações de Filomeno Vieria Lopes, secretário geral do Bloco Dmeocrático.

Filomeno Vieira, entrevistado por João Matos

O partido PDP/ANA denunciou um "crime de estado", e o seu líder, Sediangani Mbimbi, apelou ao Presidente José Eduardo dos Santos, a libertar os jovens detidos.

Sediangani Mbimbi, entrevistado por João Matos

Diana é uma jovem que participou na manifestação, chegou a estar presa por engano, numa esquadra de polícia, sendo entretanto solta. Ela conta como foi preso o líder da manifestação, "Carbono".

Diana, entrevistada por João Matos

No campo do Presidente, Fragata de Morais, porta voz do MPLA na província de Luanda, considera que os desacatos foram provocados pelos manifestantes, daí a prisão dos mesmos.

Fragata de Morais, entrevistado por Liliana Henriques

Já Alcides Sakala, portaz voz da UNITA, exigiu hoje a libertação incondicional e imediata, de todos os detidos cuja prisão é considerada uma violação à constituição.

Alcides Sakala, entrevistado por Liliana Henriques

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI