Guiné-Bissau

Guiné-Bissau procura consenso para marcação de presidenciais

Raimundo Pereira, Presidente interino da Guiné-Bissau
Raimundo Pereira, Presidente interino da Guiné-Bissau AFP

Nova ronda de reuniões entre Raimundo Pereira e partidos políticos. Os encontros do Presidente interino visam um acordo para a marcação da data das eleições presidenciais antecipadas. Entretanto, a CNE avançou com uma proposta: a realização do sufrágio a 29 de Abril. Os principais partidos rejeitam a data.

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Segundo dia de reuniões do Presidente interino da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira, com os partidos políticos, com e sem assento parlamentar. O Objectivo é encontrarem uma data consensual para a realização de eleições presidenciais antecipadas. Constitucionalmente o acto eleitoral deveria ser realizado num prazo de 60 dias.

Iaia Djaló, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e actual presidente do Partido Nova Democracia (PND) já se reuniu com o chefe de Estado interino e, no final do encontro, defendeu que a melhor data para o pleito seria o dia 20 de Maio, pois daria tempo à Comissão Nacional de Eleições (CNE) para se preparar para o efeito, "dando tempo para que todos os requisitos prévios sejam cumpridos". Declarações recolhidas pelo nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé.

Iaia Djaló, presidente PND

As datas avançadas pela CNE e PND não reúnem consensos dos restantes partidos com representação parlamentar. O Partido da Renovação Social (PRS) e o Partido Republicano da Independência e Desenvolvimento (PRID), segunda e terceira maiores forças políticas do país, afirmam-se contra qualquer outra data que não seja a prevista na Constituição, ou seja, eleições dentro dos 60 dias após a morte do chefe de Estado. Do outro lado, do lado do Executivo, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) ainda não adiantou a sua posição.

No que à ajuda externa diz respeito, para a realização das presidenciais guineenses, Cabo Verde já veio a público dizer que está disponível para essa colaboração. A prová-lo estão as palavras de Jorge Carlos Fonseca, presidente de Cabo Verde, ao microfone de Cândido Camará, quando participava nas cerimónias fúnebres de Malam Bacai Sanhá.

Jorge Carlos Fonseca, presidente de Cabo Verde

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