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Mali: Junta Militar chega a acordo com CEDEAO

Amadou Sanogo, chefe da Junta Militar
Amadou Sanogo, chefe da Junta Militar REUTERS/Joe Penney

A Junta Militar e a CEDEAO chegaram a um acordo que prevê a transferência de poderes e uma amnistia para os dissidentes. Quanto ao Norte, a CEDEAO, ameaça recorrer à força para preservar a integridade territorial do país.

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A Junta Militar no poder e a CEDEAO chegaram a acordo. Os golpistas acederam a um acordo-quadro que prevê a transferência de poderes para um presidente interino e uma amnistia para os dissidentes.

A França, não perdeu tempo, e veio a público saudar este acordo e apelar à sua aplicação sem mais demoras. A União Africana saudou acordado entre as duas partes.

Sobre o norte do Mali, a CEDEAO, ameaçou recorrer à força para preservar a integridade territorial do país. Em comunicado, a organização rejeita a declaração de independência proclamada pelos rebeldes tuaregues, sublinha que o Mali é uno e indivisível e alerta que vai usar todos os meios, incluindo a força, para assegurar a integridade do estado.

De recordar que os rebeldes tuaregues do MNLA, controlam mais de metade do Mali. Nas localidades o poder é assumido por milícias da minoria árabe e por movimentos islamitas radicais como o Ansar Dine, um grupo suspeito de manter ligações à AQMI, a al-Qaeda do Magrebe Islâmico.

Para Mohamed Ahmed consultor mauritâniano em Nouakchott, nesta região vivem-se momentos de grande receio por causa da al-Qaeda do Magreb Islâmico. Uma entrevista de Miguel Martins.

Mohamed Ahmed, consultor mauritâniano em Nouakchott

 

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