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GUINÉ-BISSAU

Guiné-Bissau procura apoios para a transição

Manuel Serifo Nhamadjo, presidente da república de transição da Guiné-Bissau
Manuel Serifo Nhamadjo, presidente da república de transição da Guiné-Bissau DR
Texto por: RFI
7 min

As autoridades de transição da Guiné-Bissau têm-se movimentado no sentido de obter apoios e legitimidade. O Presidente Interino Serifo Nhamadjo efectuou ontem e hoje vários encontros no país e o chefe da diplomacia guineense realizou um périplo regional.

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O Presidente da República e o Ministro dos Negócios Estrangeiros de transição procederam ambos a diligências diplomáticas, a nível nacional e internacional, respectivamente.

O Presidente Manuel Serifo Nhamadjo movimentou-se na cena interna avistando-se ontem e hoje com o corpo diplomático acreditado em Bissau bem como com o Procurador-Geral da República e com o Primeiro-Ministro para lhes dar conta das principais linhas orientadoras das autoridades de transição que preside.

Já Faustino Imbali, chefe da diplomacia guineense, movimentou-se na cena internacional efectuando um périplo regional que o levou à Guiné-Conacri, ao Burkina-Faso, à Costa do Marfim e ao Senegal. Faustino Imbali expressou à RFI a determinação das autoridades de transição em fazer do dia 12 de Abril a data do último golpe de estado da história do país.

Faustino Imbali, Ministro de Transição dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau

Em Dacar, reuniu-se com o corpo diplomático acreditado em Bissau mas com residência no Senegal. Tal foi o caso de Luis Mariano Montemayor, núncio apostólico para a Guiné-Bissau, Cabo-Verde e Senegal, que, em entrevista à RFI, realça o facto de não haver consenso internacional sobre a situação da Guiné-Bissau.

Luis Mariano Montemayor, núncio apostólico para a Guiné-Bissau

Corroborando a ideia de que ainda  não há consenso externo, Domingos Simões Pereira, secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), afirmou hoje que a reunião dos parceiros internacionais sobre a crise na Guiné-Bissau, realizada ontem em Abidjan, na Costa do Marfim, não produziu medidas concretas.

Todavia, Domingos Pereira referiu que foi muito debatida a aplicação da resolução 2048 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que aplicou sanções à Guiné-Bissau e que se avançou no sentido de convocar uma reunião de alto nível por parte da ONU.

Domingos Pereira anunciou que essa reunião realizar-se-á, previsivelmente, na semana de 18 a 21 de Junho e que permitirá sentar à mesa negocial as instituições multilaterais que se têm envolvido na resolução da questão guineense, ou seja, a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO),  CPLP, a União Africana (UA) e a União Europeia (UE).

Recorde-se que as autoridades de transição, lideradas pelo Presidente Serifo Nhamadjo e pelo Primeiro-Ministro Rui Duarte Barros, embora negociadas com a CEDEAO não são reconhecidas pela restante comunidade internacional, nomeadamente pela CPLP e pela União Europeia.

 

Com a colaboração de Cândido Camará, correspondente em Dacar.

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