Guiné-Bissau

Situação política da Guiné-Bissau em análise

Serifo Nhamadjo, Presidente de transição da Guiné-Bissau
Serifo Nhamadjo, Presidente de transição da Guiné-Bissau Liliana Henriques / RFI

Esta quinta-feira, dois encontros marcaram a actualidade Guineense, a convocação do Conselho de Estado pelo Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, que em seguida se reuniu com as chefias militares, o PRS, Partido de Renovação Social, e com o PAIGC, partido no poder até ao golpe de estado de 12 de Abril, no intuito de analisar em conjunto a situação do país e tentar chegar a um consenso para que as instituições da República funcionem melhor.

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Ao fim de quatro horas de reunião, os balanços dos dois maiores partidos políticos Guineenses foram contrastados. Augusto Poquena, Secretário-Geral do PRS, considerou que o PAIGC não reconhece o golpe de Estado de 12 de Abril e que este partido não tem vontade de fazer sair o país do impasse.

Declarações de Augusto Poquena recolhidas pelo correspondente em Bissau, Mussá Baldé

Por outro lado, o líder da delegação do PAIGC, Luís Oliveira Sanca, contrapôs esta argumentação afirmando que a reunião "foi positiva" e que o golpe de Estado de 12 de Abril é uma evidência.

Declarações de Oliveira Sanca recolhidas pelos correspondente em Bissau, Mussá Baldé

Paralelamente a estes encontros políticos, de referir também que esta quinta-feira o MFDC, Movimento das Forças Democráticas de Casamança, negou qualquer envolvimento nos problemas da Guiné-Bissau e nomeadamente no caso de 21 de Outubro. Em comunicado, este movimento que luta pela independência da Casamança face ao governo do Senegal, referiu que nenhum dos seus combatentes tinha participado na tentativa de assalto contra o quartel de para-comandos de Bissau a 21 de Outubro. O MFDC respondeu deste modo às acusações proferidas pelo governo Guineense de transição que afirmou que entre os 6 mortos resultantes do confronto se encontravam combatentes oriundos da região de Casamança.
 

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