GUINÉ-BISSAU

Militares guineenses defendem dissolução do parlamento

O coronel Daba Na Walna, (à esquerda), porta-voz do Estado Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau a 18 de Abril de 2012  na capital
O coronel Daba Na Walna, (à esquerda), porta-voz do Estado Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau a 18 de Abril de 2012 na capital DR

O porta-voz dos militares guineenses, coronel Daba Na Walna, defendeu a dissolução do parlamento por forma a por cobro ao impasse em torno do bloqueio do PAIGC, partido no poder até ao golpe de Estado de 12 de Abril.

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O histórico PAIGC, oficialmente sob a batuta do primeiro-ministro deposto, Carlos Gomes Júnior, contesta as autoridades de transição implementadas pela CEDEAO, a Comunidade económica dos Estados da África ocidental.

Até ao momento as tentativas envidadas pelo presidente de transição Serifo Nhamadjo para ultrapassar o braço de ferro entre esse partido e o PRS, partido do antigo presidente Kumba Yalá, têm-se revelado infrutiferas.

O parlamento, cujo mandato termina no próximo dia 22 tem estado praticamente paralisado, desde o golpe que derrubou o presidente interino, Raimundo Pereira, e o chefe do executivo, Carlos Gomes Júnior.

Estes dois últimos continuam a ser apoiados oficialmente pela União Africana, União Europeia e CPLP, Comunidade dos países de língua portuguesa que exigem o regresso à ordem constitucional, posição que contrasta, designadamente, com a da CEDEAO.

Com a prossecução do impasse o porta-voz do Estado Maior General das Forças Armadas, coronel Daba Na Walna, defendeu esta segunda-feira a dissolução do parlamento.

Um caso acompanhado por Mussá Baldé, correspondente em Bissau.

Correspondência da Guiné-Bissau

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