ANGOLA/ONU

Direitos humanos em Angola preocupam a ONU

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navy Pillay
A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navy Pillay REUTERS/Denis Balibouse
Texto por: RFI
6 min

A Alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos encerrou a sua primeira visita oficial a Angola. Neste país Navi Pillay ao longo de três dias passou a pente fino o sector onde admite existirem motivos de preocupação.  

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A chefe dos direitos humanos da ONU reuniu-se hoje com elementos da sociedade civil e com o corpo diplomático, no dia seguinte à audiência com o presidente, José Eduardo dos Santos.

A encerrar a visita a Alta Comissária deixou claro o seu compromisso para continuar a analisar os relatórios do Tribunal Internacional de casos de detenção arbitrária, tal como utilização abusiva da força, especialmente na província de Cabinda.

Um enclave onde regularmente há denúncias de violação de direitos humanos, embora ela não se tenha deslocado ao local.

Navi Pillay, Alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos

A Alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos visitara já na Segunda-feira Txissanda, região fronteiriça entre a província setentrional da Luanda-Norte e a República Democrática do Congo.

Navi Pillay considerou necessário reforçar a investigação para recolher dados sobre o processo de repatriamento dos cidadãos estrangeiros uma vez que, durante o processo de repatriamento, os clandestinos (que afluem à região para o garimpo de diamantes) se queixam de maus tratos.

Sobre este assunto, o vice-presidente do Conselho de Coordenação dos direitos humanos, Muriano Paulo, manifestou uma profunda preocupação com as violações dos direitos humanos, muitas vezes, protagonizados por elementos das forças de seguranças.

Muriano Paulo, Vice-presidente do Conselho de Coordenação dos direitos humanos

Resta apurar estas situações e responsabilizar os culpados destes actos, disse o vice-presidente do Conselho de Coordenação dos direitos humanos.

A Alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos elogiou os progressos em termos de direitos humanos, mas também pelo desenvolvimento económico do país, nesta que foi a sua primeira visita oficial a Angola.

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