Angola

Salários em Angola só em Kwanza

Laurinda Hoygaard, economista e reitora da Universidade privada de Angola
Laurinda Hoygaard, economista e reitora da Universidade privada de Angola

Em Angola, a partir de hoje, as empresas do sector petrolífero e outras instituições estrangeiras que estão a operar no país passam a estar obrigadas a efectuar todos os pagamentos de bens e serviços na moeda nacional, o Kwanza.

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A medida consta na lei 2/12 de 13 de Janeiro sobre o regime cambial aplicável ao sector petrolífera, em vigor desde o ano passado, e que se enquadra na política de combate à "dolarização" da economia delineada pelo Banco Nacional de Angola.

Na prática o que vai acontecer é que as empresas petrolíferas e outras instituições estrangeiras que até aqui recorriam ao dólar para efectuar os pagamentos de bens e serviços terão que o fazer, a partir de agora, na moeda nacional, o Kwanza. Um desafio saudado pela economista e reitora da Universidade Privada de Angola, Laurinda Hoygaard, que reconhece que o sector financeiro está a ganhar maturidade.

Laurinda Hoygaard diz que esta medida, que teve uma preparação prévia, se insere numa série de princípios que defendem que o Estado tem que utilizar a sua própria moeda na realização das suas transacções, e uma vez que o país vive actualmente em paz esta era a altura certa para o fazer.

Questionada sobre as consequências desta acção, a economista adianta que tudo vai depender da política monetária e cambial do Banco Nacional de Angola em conjugação com todo o sistema financeiro e bancário no país. Operações que devem passar pela compra ou venda de moeda que garantam uma correspondência entre as necessidades da moeda no que refere às transacções, e à própria moeda que circula.

Laurinda Hoygaard, economista e reitora da Universidade privada de Angola

 

 

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