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Moçambique

Líder da Renamo Dhlakama diz não à guerra e exige negociações com Presidente Guebuza

Armando Guebuza (D) sera de nouveau face à son rival de la Renamo, Afonso Dhlakama (G), lors de la présidentielle, mercredi 28 octobre 2009.
Armando Guebuza (D) sera de nouveau face à son rival de la Renamo, Afonso Dhlakama (G), lors de la présidentielle, mercredi 28 octobre 2009. Reuters
Texto por: RFI
4 min

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, declarou não querer voltar à guerra, mas sublinhou responder a novos ataques do exército moçambicano contra seus homens e impõe novas condições para encontro com o Presidente Guebuza.

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O Presidente do maior partido da oposição em Moçambique, Renamo, Afonso Dhlakama, disse na sua base da Gorongosa, não querer mais a guerra mas prometeu responder em caso de ataque das forças governamentais ao mesmo tempo que impos novas condições para um eventual encontro com o Presidente moçambicano, Armando Guebuza.

 

"Com 60 anos, não preciso pegar na espingarda para disparar. Para matar o quê? Elefantes? Para matar filhos de pessoas? Não! Mas há uma coisa que não podemos esconder, porque eu sou um ser humano. Se alguém vier me atacar, porque pensam que o Dhlakama não quer a guerra, e não quero, vou responder para eu não  pagar com a vida em primeiro lugar", declarou o presidente da Renamo, aos jornalistas, após ter recebido uma delegação do Observatório eleitoral.

 

Durante o encontro, Afonso Dhlakama, aproveitou para anunciar novas exigências para um encontro com o Presidente moçambicano Armando Guebuza, que deve ter lugar nas imediações da sua base, uma vez que teme a real intenção das forças governamentais estacionadas naquela região.

 

Por seu lado, o ministro moçambicano da Defesa, Filipe Nyusse, já respondeu dizendo que quem perturbar as eleições autárquicas do mês de 20 de novembro próximo, terá uma resposta à altura.

 

"As forças armadas de defesa de Moçambique, existem para defender a soberania nacional, e neste caso das eleições, defender a democracia. Quem tentar sabotar, naturalmente, é inimigo!", advertiu o ministro moçambicano da Defesa Nacional.

 

De maputo, o nosso correspondente, Orfeu Lisboa. 

 

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo

 

De notar, que a Renamo que havia anunciado que não regressaria à mesa de negociações que vêm decorrendo com  o governo moçambicano na ausência de facilitadores, acaba de voltar atrás, dizendo que estará presente na ronda prevista para esta segunda feira, em maputo.  

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