GUINÉ-BISSAU

Guiné-Bissau: Procurador-Geral diz ser alvo de ameaças

Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau, Abdu Mané
Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau, Abdu Mané www.gbissau.com

O Procurador-Geral da Guiné-Bissau, Abdu Mané, admite que "tem estado a receber ameaças" e diz que "não envergonhou a República".  Esta é a reacção à queixa-crime por difamação e violação do segredo de justiça apresentada, ontem, pelo ministro do Interior, António Suca Ntchama. 

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O Procurador-Geral da República, Abdu Mané, reagiu hoje à queixa-crime por difamação e violação do segredo de justiça, apresentada, ontem, pelo ministro do Interior, António Suca Ntchama. Abdu Mané diz que está a ser alvo de ameaças. Além disso, afirma que não envergonhou a República porque não foi ele quem embarcou sírios para o avião da TAP, no dia 10 de Dezembro (numa alusão ao ministro do Interior, acusado de ter forçado o embarque de 74 sírios para Portugal). 

Ontem, o titular da pasta do Interior do Governo de transição, António Suca Ntchama, apresentou uma queixa-crime contra o procurador por este ter afirmado publicamente que o ministro se recusou a ser detido depois de ser ouvido pelo Ministério Público sobre o caso.  De notar que na sequência do incidente com a TAP, António Suca Ntchama colocou o lugar à disposição, assim como o ministro dos Negócios Estrangeiros, Delfim da Silva.

Oiça aqui a declaração do Procurador-Geral da República, recolhida pelo nosso correspondente, Mussá Baldé. 

Abdu Mané, Procurador-Geral da Guiné-Bissau

 Ainda na actualidade guineense,

O Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Justiça, Democracia e Desenvolvimento, Jorge Gomes, reiterou a necessidade de julgar os autores do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012 na Guiné-Bissau. O representante da sociedade civil esteve, este fim-de-semana, numa reunião com o Presidente de transição, Manuel Serifo Nhamadjo, na qual estiveram igualmente as chefias militares, ministros do Governo de transição e representantes de partidos políticos. Em declarações a Carina Branco, Jorge Gomes repetiu que os autores do golpe de Estado não podem ser amnistiados sem julgamento.
 

Jorge Gomes, Representante da Sociedade Civil da Guiné-Bissau

 

 

 

 

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