Moçambique

Marcha de apoio ao presidente moçambicano com fraca participação

Armando Guebuza, presidente de Moçambique.
Armando Guebuza, presidente de Moçambique. Reuters/Grant Lee Neuenburg

Contrariamente ao que se esperava, a marcha efectuada este sábado, 18 de janeiro, em maputo, a favor do Presidente moçambicano, Armando Guebuza, não teve uma grande moldura humana.

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Os organizadores da manifestação de apoio ao Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, em torno da Frelimo, prometeram uma participação de mais de 20 mil pessoas, de todos os cantos da província de maputo, mas o resultado, foi que apenas algumas centenas de pessoas, marcaram presença.

 

A Frelimo, queria com esta marcha dar uma boa prenda ao seu líder, Armando Guebuza, que comemora os seus 71 anos, no dia 20 de janeiro, segunda feira, e que está a terminar o seu segundo e último mandato, como Presidente da república, conforme reza a constituição moçambicana.

 

Para Filipe Paúnde, secretário-geral da Frelimo, no poder, o "camarada Guebuza, prometeu que este seria o seu último mandato, e aí está ele, a sair. Alguns diziam: 'Guebuza, não vai sair'. Ainda há dúvidas?"

 

Muitos dos apoiantes da manifestação, alegam que o Presidente Armando Guebuza, tem sabido gerir a crise político-militar com a Renamo, pelo que ele merecia este gesto de carinho.

 

No entanto,  a realização desta marcha, chegou a ser criticada, por certos quadrantes da vida social, no país, que não compreendem o porquê desta actividade partidária, tendo em conta que Guebuza, deixa o poder este ano, impedido de se apresentar a um terceiro mandato presidencial, por imperativo constitucional.

 

De Maputo, o nosso correspondente, Orfeu Lisboa.

 

Orfeu Lisboa, correspondente em maputo

 

 

 

 

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