MOÇAMBIQUE

Moçambique: Alice Mabote não exclui candidatura às presidenciais

REUTERS/Grant Lee Neuenburg

A presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, Alice Mabote, diz que ainda é cedo para apresentar qualquer candidatura às eleições presidenciais de Outubro, mas não exclui essa possibilidade. Por outro lado, a activista moçambicana critica a manifestação de sábado de apoio ao presidente Armando Guebuza e acusa a polícia de estar por detrás dos raptos que têm assolado o país.

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"Porque não?" - É com uma pergunta que Alice Mabote responde a outra pergunta. Questionada pela RFI se vai candidatar-se às eleições presidenciais de Outubro, em Moçambique (como avançado ontem pelo jornal "O País"), a presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos não confirma nem desmente. "Porque não? Uma possibilidade não é uma certeza. Será que é proibido? Se tiver dinheiro e se o povo achar que é possível, vou", avisa. A única certeza que avança é que "há pessoas que podem fazer andar este país". Por isso, também se mostra disponível para apoiar candidatos, ainda que não adiante nomes.

Alice Mabote afirma ainda que é muito cedo para apresentar candidaturas. "Já imaginou saberem que eu sou candidata, até me podem matar", lança. Quanto à tensão político-militar que vive o país, a activista diz que a solução é "parar com a guerra e calar as armas de ambas as partes".

Por outro lado, Mabote aponta que a polícia está envolvida na onda de raptos que afecta o país e classifica a manifestação de sábado (de apoio ao presidente Armando Guebuza) como  "uma palhaçada porque estão a matar e a raptar pessoas". 

Oiça aqui a entrevista completa de Alice Mabote à RFI.

Entrevista a Alice Mabote, Presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos

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