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Angola - Brasil

Comissão parlamentar brasileira investiga caso "Bento Kangamba"

General e quadro sénior do MPLA, Bento dos Santos "Kangamba"
General e quadro sénior do MPLA, Bento dos Santos "Kangamba" DR
Texto por: Liliana Henriques
6 min

O empresário angolano Bento dos Santos "Kangamba" continua na mira da justiça brasileira. Uma comissão parlamentar brasileira anunciou hoje que está a investigar o esquema de tráfico de mulheres do Brasil para Angola, África do Sul, Portugal e Áustria em que alegadamente está envolvido o empresário.

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Cinco brasileiros e dois angolanos -Bento "Kangamba" e Fernando Vasco Republicano- são acusados de participar nesta alegada rede internacional de prostituição, cujas vítimas teriam sido levadas para o exterior sob o pretexto de participar em espectáculos em troca de pagamentos entre 10 mil e 100 mil Dólares.

A CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, está desde o ano passado a recolher dados e o seu trabalho deve em princípio estar concluído em finais de Março. Será precisamente nessa altura que a justiça Brasileira deverá ouvir os cidadãos brasileiros acusados de participarem nesse esquema, no quadro de um processo separado do julgamento dos acusados angolanos.

Até lá, o empresário Bento "Kangamba", sobrinho por afinidade do Presidente Angolano José Eduardo dos Santos, continua a aguardar esclarecimentos sobre o seu próprio caso. Acusado de ser o principal financiador desta rede criminosa, "Kangamba é inocente" e "nunca esteve em território brasileiro" segundo argumenta o seu advogado no Brasil, Paulo de Morais.

Paulo de Morais, advogado de Bento "Kangamba" no Brasil

Entre os dados recolhidos pela investigação sobre este caso no Brasil, apontam-se movimentos de 45 milhões de Dólares no espaço de seis anos de actividades ilegais. Paulo de Morais, advogado de Bento "Kangamba", defende que não há provas nesse sentido.

Paulo de Morais, advogado de Bento "Kangamba" no Brasil

 

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