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Moçambique

Governo moçambicano cede ao pedido de mediação internacional da Renamo

Alguns dos quadros do PAHUMO são oriundos da RENAMO, maior força da oposição moçambicana
Alguns dos quadros do PAHUMO são oriundos da RENAMO, maior força da oposição moçambicana Miguel Martins/RFI
Texto por: RFI
5 min

A delegação negocial do Governo cedeu ao pedido da Renamo na 47ª ronda negocial, que decorreu esta sexta-feira, sobre as condições de cessar-fogo que têm vindo a ser discutida nos últimos meses entre as duas partes. Itália, Portugal, Grã-Bretanha e Estados Unidos da América vão constar no grupo de países observadores do processo de cessar-fogo.

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Hoje, o Governo cedeu à exigência da Renamo ao permitir a inclusão de membros internacionais ao diálogo que tem vindo a separar e agitar a acção político-militar de Moçambique.

A 47ª ronda negocial não teve lugar na habitual sede de conversações, mas na Assembleia da República para aproximar as posições e harmonizar os termos de referências para a assinatura do cessar-fogo.

A mediação internacional tem sido a principal divergência entre o Governo moçambicano e a Renamo para pôr fim à tensão político-militar. O chefe da delegação governamental, José Pacheco, em entrevista ao nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa, declarou que foram identificados os países observadores do processo de cessar-fogo, "excluímos a participação de organizações internacionais por causa das implicações que têm" e disse que o Governo espera que os próximos passos sejam observados.

"A nível de países na região da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e na União Africana (UA) identificámos; Botswana, Zimbabwe e África do Sul. Na região da União Europeia (UE) identificámos;  Itália, Portugal e Reino Unido. Ainda em África; Quénia e a nível de outros países do mundo identificámos os Estados-Unidos da América (EUA)", disse o chefe da delegação governamental.

Correspondência Moçambique, Orfeu Lisboa

 
O chefe da delegação da Renamo, Simone Macuiane, insistiu na inclusão de questões estritamente militares, "orientámos as nossas equipas de peritos militares para trabalhar ao longo do fim-de-semana, iremos retomar na segunda-feira continuando a harmonizar os aspectos que ainda não estão concluídos, mas pensamos que foi um passo que já foi dado".

Moçambique vive nesta crise político-militar há mais de um ano opondo o Governo e a Renamo em questões eleitorais que deram origem a confrontos cujas consequências têm sido dramáticas para o país.

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