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Guiné-Bissau

Primeiro balanço da sociedade civil sobre a campanha eleitoral guineense

O Código de Conduta Eleitoral foi assinado na semana passada na Assembleia Nacional Popular.
O Código de Conduta Eleitoral foi assinado na semana passada na Assembleia Nacional Popular. Liliana Henriques/RFI
Texto por: RFI
4 min

Uma semana depois do início da campanha para as eleições gerais de 13 de Abril na Guiné-Bissau, as organizações da sociedade civil fizeram um balanço preliminar em que avaliaram as intervenções dos políticos como estando "dentro do aceitável".

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Depois de partidos políticos e candidatos às presidenciais terem assinado um Código de Conduta Eleitoral na semana passada no Parlamento na presença de representantes da comunidade internacional, a sociedade civil considerou que nesta primeira semana de campanha, foi designadamente respeitado o preceito de não utilizar linguagem que incite ao ódio e à violência. Contudo, neste balanço globalmente positivo, a sociedade civil constatou o incumprimento da lei no que diz respeito ao horário de divulgação da propaganda eleitoral.

Mais informações com Mussa Baldé.

Mussa Baldé, correspondente da RFI em Bissau

De referir que paralelamente a este primeiro balanço de campanha, Bissau foi palco hoje de uma tentativa de assalto por homens armados e encapuzados contra a residência de Rui Sanhá, vice-procurador-geral da Guiné-Bissau.

Apesar de se desconhecerem os motivos do sucedido, Bacari Biai, presidente do sindicato dos magistrados do Ministério Público, pode-se presumir que esta tentativa de assalto poderá estar relacionada com os "processos quentes" em fase de investigação no Ministério Público.

De acordo com o sindicalista, os magistrados que estão a conduzir o inquérito sobre a alegada corrupção na administração dos Portos de Bissau receberam ameaças telefónicas, uma situação denunciada na semana passada, o sindicato dos magistrados tendo tornado hoje a tecer um alerta numa carta endereçada às entidades representando a comunidade internacional em Bissau. Nesta missiva, o sindicato refere estar a ponderar mandar parar o trabalho de todos os magistrados, no caso de não lhes ser garantida segurança.
 

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