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Sudão do Sul

John Kerry alerta para risco de genocídio no Sudão do Sul

Centenas de pessoas do Sul do Sudão a pedir refugio à ONU, em Juba
Centenas de pessoas do Sul do Sudão a pedir refugio à ONU, em Juba REUTERS/UNMISS/Handout via Reuters
Texto por: Lígia ANJOS
3 min

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, comunicou hoje, na capital da Etiópia, existirem indicadores preocupantes sobre um risco de genocídio no Sudão do Sul, caso a guerra civil não termine. A escala de violência mantém-se neste país produtor de petróleo, que conquistou independência do Sudão há dois anos. Um conflito que já causou milhares de mortes.

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O Secretário de Estado norte-americano afirmou existirem "indicadores preocupantes sobre o tipo de assassínios com critérios étnicos, tribais, nacionalistas que estão acontecer" no Sudão do Sul. Caso a escala de violência se mantenha poderá representar um desafio muito sério de ordem de genocídio.

John Kerry chegou à Etiópia ontem à noite para um périplo africano que o levará à República Democrática do Congo (RDC) e a Angola com vista à resolução de conflitos no Sudão do Sul, na República Centro-Africana, na Somália e na RDC. Na agenda estão questões de direitos humanos, promoção da paz, mas também de cooperação económica.

Hoje, o Secretário de Estado norte-americano esteve reunido com os dirigentes da União Africana (UA) na Etiópia, entre eles dirigentes etíopes, quenianos e ugandêses junto dos quais John Kerry terá pedido um apoio urgente para pôr fim ao conflito interno iniciado no passado 15 de Dezembro, no Sudão do Sul.

"Acredito que está claro, que todos estão de acordo, que os massacres devem parar. É preciso permitir um acesso humanitário" à população, frizou o Secretário de Estado norte-americano.

Washington irá, nos próximos dias, transmitir mensagens duras às duas partes do conflito interno do Sudão do Sul para "informar de que elas serão consideradas responsáveis se não tomarem as medidas necessárias para colocar fim às hostilidades", advertiu ainda John Kerry.

Recorde que no passado dia 23 de Janeiro, a sede da UA, em Adis Abeba, recebeu o Governo do presidente sul-sudanês, Salva Kiir, e a rebelião dirigida pelo antigo vice-presidente Riek Machar que assinaram um cessar-fogo. Acordo que, até hoje, não surtiu quaisquer resultados.

Ontem a Alta Comissária da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou  que os últimos massacres cometidos no Sudão do Sul mostram de forma clara que o país está à beira "da calamidade".

De acrescentar que o estado mais novo do mundo se tornou independente do Sudão em 2011 com ajuda financeira dos Estados Unidos da América (EUA). Nessa altura, o Sudão do Sul recebeu milhões de dólares dos EUA em prol da defesa do acordo entre governo e rebeldes.

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