Convidado

Metada da população africana vive com menos de um euro por dia

Áudio 05:56
413 milhões de pessoas em África vivem abaixo do limiar da pobreza
413 milhões de pessoas em África vivem abaixo do limiar da pobreza RFI/Olivier Rogez

O relatório "Progresso de África em 2014" apresentado em Abuja, na Nigéria, no quadro do Fórum Mundial para África que hoje termina (9/05), foi realizado pelo Africa Progress Panel, um comité de 10 membros, presidido pelo ex-secretário geral da ONU Koffi Annan, e do qual faz igualmente parte a moçambicana Graça Machel, revela que em termos de crescimento do PIB per capita, e num total de 10 países, Angola figura em 2° lugar, Cabo Verde em 4°, Moçambique em 8°, enquanto a Guiné-Bissau surge na cauda.Já em relação aos índices de pobreza, este relatório indica que quase metade da população da África Subsaariana (cerca de 413 milhões de pessoas) vive abaixo da linha de pobreza, e alerta para o facto de que se a tendência se mantiver, até 2030 África representará 80% dos pobres extremos no mundo.Em relação aos países afro-lusófonos, Moçambique é o país pior colocado nesta tabela com mais de 60% de pobres (14,3 milhões de pessoas), a Guiné-Bissau tem quase 50% (700 mil), Angola mais de 40% (8,3 milhões), São Tomé e Príncipe cerca de 20% (30 mil) e Cabo Verde tem menos de 10% (40 mil).Para o sociólogo guineense Miguel de Barros, estes números devem ser relativisados, pois as estatísticas ignoram noções como o conceito de bem estar das populações, ou a economia informal, que geradora de relações monetàrias não convencional com os mercados.