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Guiné-Bissau

Futuro primeiro-ministro guineense regressa ao país

Domingos Simões Pereira, futuro primeiro-ministro da Guiné-Bissau
Domingos Simões Pereira, futuro primeiro-ministro da Guiné-Bissau Liliana Henriques
Texto por: RFI
10 min

Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC e futuro primeiro-ministro da Guiné-Bissau, regressou ontem ao país, vindo de um périplo de dez dias por quatro capitais da região, destinado a tranquilizar a CEDEAO quanto à permanência do seu contingente no país, onde hoje o GOSCE recomeçou a monitorização do processo eleitoral.

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Em conferência de imprensa proferida esta terça-feira (13/05) na sede do PAIGC, o partido mais votado nas eleições de 13 de Abril, o presidente do partido Domingos Simões Pereira, futuro primeiro-ministro da Guiné-Bissau, regressado na véspera de um périplo por quatro dos quinze países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental - CEDEAO - (respectivamente Gâmbia, Senegal, Burkina Faso e Costa do Marfim),  afirmou ter recebido de todos os responsáveis sub-regionais garantias de abertura para cooperarem com o futuro governo guineense.

Esta viagem teve como objectivo pôr termo aos rumores segundo os quais o PAIGC não vê com bons olhos a permanência no país da força militar ECOMIB, o contingente de soldados e polícias oriundos de países da África Ocidental.

Domingos Simões Pereira afirmou designadamente "nós fizemos questão de esclarecer junto dos chefes de estado, junto das autoridades da CEDEAO, que o PAIGC nunca emitiu nenhuma posição oficial em relação a esse assunto, mas tem valorizado o papel e o trabalho que a ECOMIB  tem vindo a desenvolver...por isso entendemos que era muito importante levar às entidades da CEDEAO o apreço do PAIGC pelo esforço que têm desenvolvido, o interesse e a disponibilidade do PAIGC em colaborar com as entidades do nosso espaço de integração regional". 

Miais pormenores com o nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé

Correspondência da Guiné-Bissau

 Recomeçou hoje (14/05) nas oito regiões e no Sector Autónomo de Bissau, o processo de monitorização da segunda volta das eleições presidenciais de 18 de Maio, às quais concorrem o candidato do PAIGC, José Mário Vaz que obteve cerca de 41% de votos na primeira volta, e o independente Nuno Gomes Nabian com pouco mais de 21%, e que tem agora o apoio, entre outros, do segundo maior partido guineense, o Partido da Renovação Social ou PRS.

Como sucedeu aquando das eleições gerais de 13 de Abril, estão a partir de hoje no terreno e até 22 de Maio, 400 cidadãos monitores do Grupo das Organizações da Sociedade Civil para as Eleições - GOSCE -  apoiado pela Unjão Europeia e que trabalha em parceria com a ONG britânica One World, sediada no Senegal.

Uffe Vieira, membro coordenador do GOSCE, responsável pelos monitores e pela coordenação dos dados, que estes enviam do terreno por SMS para o centro de operações, sediado na sede da ONG Tiniguena em Bissau, dá-nos conta do trabalho efectuado e da utilidade deste tipo de monitorização, disponível através do site www.bissauvote.com.

Uffe Vieira, coordenador do Grupo das Organizações da Sociedade Civil para as Eleições - GOSCE

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