Angola

Primeiro-ministro da RCA visita Angola

O primeiro-ministro da RCA, André Nzapayéké  a 26 de janeiro de  2014, emn Bangui.
O primeiro-ministro da RCA, André Nzapayéké a 26 de janeiro de 2014, emn Bangui. AFP Foto / STR

O chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, recebe esta segunda-feira, em Luanda, o primeiro-ministro da República Centro-Africana, uma visita que acontece numa altura em que a comunidade internacional tenta um acordo político para ultrapassar o conflito na RCA.

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A visita de vinte e quatro horas do chefe do executivo de transição da República Centro Africana, André Nzapayéké, insere-se no quadro do relançamento das relações bilaterais, avança o ministério das relações exteriores de Angola.

Os dois responsáveis políticos deverão abordar as questões financeiras, uma vez que as autoridades angolanas têm apoiado significativamente as autoridades de transição, contudo a realização do Fórum para a Reconciliação da RCA- nos próximos dias 21 e 23 de Julho e que terá lugar em Brazzaville, sob a égide do presidente Dennis Sassou-Nguesso, será outro dos assuntos que estará em cima da mesa.

A realização deste Fórum para a Reconciliação da RCA  está a gerar polémica no país, tendo vários representantes de partidos políticos e de grupos religiosos ameaçado boicotar as negociações de paz argumentando que o futuro do país deve ser discutido em casa, e não no Congo.

Os apoiantes estiveram reunidos ontem, sábado, com os autores da transição e depois de quatro horas de discussões, os representantes dos quarenta e nove partidos políticos mantêm as mesmas reivindicações, ou seja para eles as negociações de paz entre anti-balaka e Seleka devem acontecer no país.

Desde dezembro de 2013 que a RCA enfrenta sucessivos casos de violência protagonizados por milícias muçulmanas, partidárias dos rebeldes do Seleka, e cristão denominados anti-Balaka.

No terreno, cerca de 2.000 militares franceses e 5.800 da União Africana tentam conter, sem sucesso, uma espiral de violência inter-religiosa, missão que a partir de setembro deverá ser assumida por uma força de paz da ONU.

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